terça-feira, março 29

PALAVRAS DOS OUTROS

TIMOR – UM PROTECTORADO DO VATICANO
Quem julga que o desatino místico é um exclusivo dos mullahs, arredado dos hábitos católicos, ou pensa que a violência religiosa é um impulso dos ayatollahs de que os bispos católicos se curaram, crê que só o islão cria talibans, esquece a abominável máquina do Vaticano onde medram parasitas da fé e inquisidores fanáticos.
O ar civilizado que os bispos e padres ostentam na Europa que se emancipou dos desvarios papais não aparece na América do Sul ou em países cujo nível de desenvolvimento consente a prepotência eclesiástica e o fundamentalismo da fé.
Em Timor Leste a decisão do Ministério da Educação de passar a disciplina de Religião de obrigatória a facultativa, com carácter experimental, em 32 escolas, sofreu duras críticas dos bispos católicos. Alberto Ricardo, de Dili, e Basílio do Nascimento, de Baucau, acusaram o Governo de «falta de sensibilidade e preconceito» e exigem a Religião como cadeira obrigatória na escola.
Por sua vez, o núncio apostólico, Malcolm Raanjif, que se deslocou a Timor para presidir à cerimónia do Domingo de Ramos, afirmou que a decisão ia contra os interesses do povo timorense. Mas este déspota foi ainda mais longe ao encorajar os autóctones a «confrontarem os que tentam destruir a Igreja».
Pretenderá uma guerra religiosa ou o assassinato dos governantes?É a Rádio Vaticano, uma emissora ao serviço da última ditadura europeia, afirma, sem vergonha, que o episcopado timorense exige o ensino obrigatório da religião na escola pública. Que diz a isto o clero português?
A vocação totalitária devora os católicos, o ódio à liberdade alimenta-os, a gula desenfreada assalta-os na defesa de um monopólio que fere os mais elementares direitos humanos e ataca um Governo democraticamente eleito.Bem sabemos que para os padres só Deus conta e eles andaram a estudar a vontade de Deus durante numerosos anos de seminário e de recalcamento sexual. São agentes comerciais do seu Deus e não abdicam do regime de monopólio. Alguém tem de os travar.

(Carlos Esperança)

2 comentários:

  1. Pois estarão interessados…mas continuam a intrometer-se vergonhosamente, nos assuntos de um estado independente.
    Mais valia que a Igreja pedisse desculpa por ter reconhecido a ocupação Indonésia.

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