segunda-feira, junho 30

Na minha modesta opinião, o Professor Marcelo ontem foi muito duro para o Ministro da Agricultura Jaime Silva. Partida para as próximas eleições, um “frete” a Ferreira Leite.
È verdade que este ministro é uma nulidade, mas não é pior nem melhor que os seus antecessores. O nosso grande problema reside na qualidade, manha, dos agricultores.
Uma classe quase exclusivamente formada por “chulos” dos subsídios do estado. Habituaram-se a “mamar”, já não querem outra coisa. Os pais, chuparam a “teta” de Salazar em troca de respaldo político. Os filhos, rapidamente se travestiram de democratas e continuaram a “chulice”.
As últimas declarações de Jaime Silva, onde se permite depreciar e catalogar ideologicamente quem se lhe opõe, não merecem mais que um alentejaníssimo…
- O gajo é meio esparvoado.

No fim das contas, o ministro ainda tem alguma costela na agricultura.

Portugal no "nosso" melhor


Entrecampos 1952 / Lisboa


domingo, junho 29

Os Vampiros do Século XXI

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os BR administradores - principescamente pagos - daquela instituição bancária.
A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços, incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem.
As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado com a informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas demanutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta.
Ora sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal. É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma.
Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria. O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e
que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com «obscenas» pensões a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos. É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de enunciar tamanha indignidade. Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa. Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso.

No céu cinzento, sob o astro mudo
Batendo as asas p’la noite calada
Vêm em bandos, com pés de veludo
Chupar o sangue fresco da manada

sábado, junho 28

Belo Verão

Caíu como “sopa no mel” o ocorrido no tribunal de Santa Maria da Feira. A culpa só pode ser atribuída aos próprios Juízes. Ou não são eles que decidem da segurança necessária em cada julgamento? Mas os nossos digníssimos juízes, que dão “o cú e oito tostões”, salvo seja, para não trabalhar, tiveram um belo pretexto para veranear. Espertalhões…

Cromos

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quinta-feira, junho 26

O Princepezinho (Saint-Éxupery)

(continuação…)

Como jamais houvesse desenhado um carneiro, refiz para ele um dos dois únicos desenhos que sabia. O da jibóia fechada. E fiquei estupefato de ouvir o garoto replicar:
- Não! Não! Eu não quero um elefante numa jibóia. A jibóia é perigosa e o elefante toma muito espaço. Tudo é pequeno onde eu moro. Preciso é dum carneiro. Desenha-me um carneiro.
Então eu desenhei.



Olhou atentamente, e disse:
- Não! Esse já está muito doente. Desenha outro.
Desenhei de novo.

Meu amigo sorriu com indulgência:
- Bem vês que isto não é um carneiro. É um bode... Olha os chifres...
Fiz mais uma vez o desenho.


Mas ele foi recusado como os precedentes:
- Este aí é muito velho. Quero um carneiro que viva muito.
Então, perdendo a paciência, como tinha pressa de desmontar o motor, rabisquei o desenho ao lado.
E arrisquei:
- Esta é a caixa. O carneiro está dentro.
Mas fiquei surpreso de ver iluminar-se a face do meu pequeno juiz:
- Era assim mesmo que eu queria! Será preciso muito capim para esse carneiro?
- Por quê?
- Porque é muito pequeno onde eu moro...
- Qualquer coisa chega. Eu te dei um carneirinho de nada!
Inclinou a cabeça sobre o desenho:
- Não é tão pequeno assim... Olha! Adormeceu...
E foi desse modo que eu travei conhecimento, um dia, com o pequeno príncipe


(continua…)

terça-feira, junho 24

Lisboa, 25 Abril 2008





Fotos Lumife

segunda-feira, junho 23

De tudo o que vi no congresso do PSD, ficaram-me claras algumas impressões. Há agora bem defenido um Bloco Central. O PS, (Partido Socrático) e o PSD de Ferreira Leite, são duas faces duma mesma moeda. Representam interesses muito iguais e não consigo dizer qual o que se situa mais á esquerda. Na hora de votar, deve ser muito complicado para quem pensa nessa área.

Se mais nada deste Congresso ficar, o facto de ter afastado por agora da rota do poder a Ala Populista de Santana Lopes, já valeu a pena.

domingo, junho 22

Ah Ricardo, Ricardo !

O que é que se esperava com esta técnica de saída à bola?

segunda-feira, junho 16

Lisboa Não

A nossa comunicação social tem estado em polvorosa com a gaffe do nosso presidente da republica, a tal em que ele comentou estar a comemorar o dia da raça. Quero acreditar que foi realmente um "descuido", daqueles em que a boca fugiu para a verdade. Outra grande gaffe cometida esta semana foi a do povo Irlandês. Acredite-se, ou não, votaram contra o tratado de Lisboa. Como é isto possivel!! Afinal de contas é um tratado "porreiro pá", em que o nosso primeiro ministro tanto se empenhou bem como o presidente da U.E. Durão Barroso. Talvez Sócrates tenha descurado algumas lições de democracia bem como de gastos de dinheiro público. É que nós por cá referendamos questões de saude publica como a i.v.g. ou a regionalização mas, deixamos para quem sabe e tem dado provas de cabal competencia, assuntos como o tratado em que as consequencias, para além de perda de soberania nacional, etc, não nos afectam o bastante para esquecermos da saga da selecção Luso-brasileira. Felizmente que alguns dos politicos em que a democracia lhes corre nas veias, já vão dizendo que será necessário outro referendo na Irlanda para que o povo tenha mais uma chance de fazer o mais correcto e votar sim. Porreiro pá!!!

Helder Castilho

domingo, junho 15

Maria da Fé

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Valeu A Pena

sábado, junho 14

A saída de Scolari já era esperada. Mais tarde ou mais cedo acabaria por acontecer. Foram cinco anos óptimos para ambas as partes. Evidentemente que houve erros, mas foi neste período que a Selecção Nacional atingiu finalmente a maioridade.
Agora é preciso não fazer marcha atrás. Encontrar um substituto com a mesma força para se impor a todos os poderes ocultos; Manuel José?

A selecção não pode voltar a cair nas garras de “Doninha-Fedorenta” da Costa.

sexta-feira, junho 13

Humor Alentejano

Dois amigos alentejanos, num café de Beja, depois de uns copos desconversam.
- Oh compadre. Se por exemplo eu dormisse com a tua mulher, ficávamos amigos na mesma?
- Claro que não!
- Bom, mas continuávamos companheiros, não?
- Não!
- Hum, ficávamos inimigos?
- Inimigos também não!
- Ai a porra! Então deixavas de me falar, era?
- Não deixava nada!
- Tal nã é a moenga. Então ficávamos como?
- Tu queres mesmo saber? Então aí vai. Ficávamos quites.

Cineteatro Monumental 1965 / Lisboa


quinta-feira, junho 12

Madredeus

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Maio Maduro Maio

Fiquei preocupado com o espectáculo das comemorações do 10 de Junho em Viana do Castelo. Já lá vai o tempo da vertente “comunidades”, é hora de mostrar os dentes. Depois de na véspera, estupidamente se querer ressuscitar o “Dia da Raça”, aquele desfile tipo Praça Vermelha dos pequeninos, foi mais que ridículo. Sem falar nos três militares comentadores, que a julgar pelos enfeites peitorais, já deram a vida pela Pátria meia-dúzia de vezes. Ou serão frequentadores assíduos da Feira da Ladra?
Estou convencido que no próximo mandato de Cavaco, os militares ainda vão passar a desfilar de braço no ar
.

Portugal no "nosso" melhor


quarta-feira, junho 11

O Pricepezinho ( Saint-Exupery)

(continuação…)

Vivi portanto só, sem amigo com quem pudesse realmente conversar, até o dia, cerca de seis anos atrás, em que tive uma pane no deserto do Saara. Alguma coisa se quebrara no motor. E como não tinha comigo mecânico ou passageiro, preparei-me para empreender sozinho o difícil conserto. Era, para mim, questão de vida ou de morte. Só dava para oito dias a água que eu tinha.
Na primeira noite adormeci pois sobre a areia, a milhas e milhas de qualquer terra habitada. Estava mais isolado que o náufrago numa tábua, perdido no meio do mar. Imaginem então a minha surpresa, quando, ao despertar do dia, uma vozinha estranha me acordou. Dizia:
- Por favor... desenha-me um carneiro!
- Hem!
- Desenha-me um carneiro...
Pus-me de pé, como atingido por um raio. Esfreguei os olhos. Olhei bem. E vi um pedacinho de gente inteiramente extraordinário, que me considerava com gravidade. Eis o melhor retrato que, mais tarde, consegui fazer dele.


Meu desenho é, seguramente, muito menos sedutor que o modelo. Não tenho culpa. Fora desencorajado, aos seis anos, da minha carreira de pintor, e só aprendera a desenhar jibóias abertas e fechadas.
Olhava pois essa aparição com olhos redondos de espanto. Não esqueçam que eu me achava a mil milhas de qualquer terra habitada. Ora, o meu homenzinho não me parecia nem perdido, nem morto de fadiga, nem morto de fome, de sede ou de medo. Não tinha absolutamente a aparência de uma criança perdida no deserto, a mil milhas da região habitada. Quando pude enfim articular palavra, perguntei-lhe:
- Mas ... que fazes aqui?
E ele repetiu-me então, brandamente, como uma coisa muito séria:
- Por favor ... desenha-me um carneiro ...


(continua…)

terça-feira, junho 10

Ó professor Cavaco;

Dia da Raça?


Vá pentear macacos

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portguesas


E vós, Tágides minhas, pois criado
Tendes em mi um novo engenho ardente,
Se sempre em verso humilde celebrado
Foi de mi vosso rio alegremente,
Dai-me agora um som alto e sublimado,
Um estilo grandíloco e corrente,
Por que de vossas águas Febo ordene
Que não tenham enveja às de Hipocrene.

Dai-me üa fúria grande e sonorosa,
E não de agreste avena ou frauta ruda,
Mas de tuba canora e belicosa,
Que o peito acende e a cor ao gesto muda;
Dai-me igual canto aos feitos da famosa
Gente vossa, que a Marte tanto ajuda;
Que se espalhe e se cante no universo,
Se tão sublime preço cabe em verso
.


Dia da Raça, nunca! Pese embora as baboseiras dum tareco algarvio.

segunda-feira, junho 9

Vítor Constâncio - mais de 280 mil euros em 2006!

Os rendimentos do trabalho dependente de Vítor Constâncio totalizaram os 280 889,91 euros em 2005. Neste ano, só em aplicações financeiras e contas bancárias, o governador do Banco de Portugal declarou um montante global de 570 454,00 euros. Estes são alguns dos números que se podem retirar da declaração que o governador do banco central entregou no Tribunal Constitucional (TC), relativas aos anos de 2005 e 2004.
Vítor Constâncio é ainda titular, nalguns casos a meias com a sua mulher, de uma habitação em Oeiras, 25% de um outro apartamento e de quatro prédios urbanos na zona de Estremoz.
Em comparação com 2004, a situação económica do governador não se alterou significativamente: ganhou nessa altura 272 628,08 euros, não tendo modificado a
carteira patrimonial ao nível imobiliário. As instituições financeiras nas quais Vítor Constâncio mais confia são o Banco Português de Investimento, a Caixa Geral de Depósitos e o Banco Espírito Santo.
Aparente adepto de não pôr todos os ovos no mesmo cesto, Constâncio colocou no BPI a fatia maior das suas poupanças:192 180,00 euros num fundo de investimento; 50 256,00 euros num plano poupança-reforma (PPR); 204 454,00 euros numa aplicação de capitalização; 16 664,00 euros numa carteira de títulos e ainda 65 810,00 euros em produtos derivados de bolsa.
Na CGD, o governador do Banco de Portugal tem um depósito a prazo de 119 222,00 euros e 86 680,90 euros num fundo de investimento.
O BES é responsável pela gestão de um outro fundo de investimento mais modesto, no valor de 21 868,00 euros.
O rendimento anual do governador do BdP aumentou em 2006, ascendendo neste ano a um valor de 282 191,00 euros, um acréscimo de 0,46 por cento face aos 280 889,91 euros ganhos em 2005.
A consulta da declaração de rendimentos entregue por Vítor Constâncio no Tribunal Constitucional revela que o governador do BdP contava também, em conjunto com a mulher, em 30 de Junho deste ano, com uma avultada carteira de activos financeiros: 209 637 euros em aplicações de capitalização; 198 239 euros em fundos de investimento; 114 438 euros em depósitos a prazo; 60 775 euros numa carteira de derivados; 50 690 euros em planos de poupança, entre outros. Por comparação, em 2005, os fundos de investimento ascendiam a 192 180 euros.
A fazer fé na declaração de 2005, Vítor Constâncio não tem dívidas, tendo liquidado no ano anterior o remanescente de um crédito imobiliário.

Elevador da Bica 1933 / Liboa


domingo, junho 8

O PÁPA NEGRO

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Um Pinto Trafulha

“é bom que as pessoas percebam que não foi um direito conquistado pelo Benfica fora de campo (a eventual participação na Liga dos Campeões), mas sim um direito perdido pelo FC Porto por tentar ganhar fora de campo. Não sou eu que o digo. São os tribunais e os órgãos jurisdicionais desportivos”

L.F.Vieira

(E tem toda a razão. O castigo, a efectivar-se, é muito brando para o FCP. Não todos, mas muitos dos campeonatos da era Pinto da Costa, foram alcançados á custa de trapaças. (“fruta”, “chocolate”, “quinhentinhos”). O presidente da UEFA, Platini, tem razão quando diz ter que haver mão dura com “batoteiros”)

“O SLB pretende obter na secretaria, e longe dos palcos do jogo, aquilo que não conseguiu em campo e que constituiu mais um fracasso rotundo na sua deprimente história recente”
“esta é a verdade desportiva da Liga 2007/2008”, que o senhor Luís Filipe Vieira não será capaz de alterar ou branquear e, ainda menos, quem lhe escreve os discursos, sopra declarações ou alinhava entrevistas”.
“o FC Porto critica o Benfica por, com as declarações do seu presidente, denegrir a imagem do futebol português”

SAD Porto

(Um comunicado típico da Sad Portista. Preocupa-se muito com o achincalhar dos fracassos alheios e desvaloriza a batota de muitas das suas vitórias. O aludir a “quem lhe escreve os discursos” é um traço típico do espírito canalha do sr Pinto. Vieira começou a trabalhar ainda menino, não nasceu em berço de ouro, mas nunca precisou de viver de golpadas, nem de “chular” alternadeiras. Quanto a quem denigre o futebol português, é quem passa o tempo em tribunais)

sábado, junho 7

Maria Bethânia

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Cálice

Memória do Crónicas (07/06/04)

A UM AMIGO GUERREIRO
Antes de mais, obrigado pelo teu comentário, ao meu “Post” Perder a Memória, de 27/05.
Eu também não entendo nada de guerras. Acho até que só quem entende de guerras é quem ganha alguma coisa com elas. Ou então o grupo de miúdos dos Altos Estudos Militares, com os peitos cheios de medalhas provavelmente «ganhas» na Feira da Ladra, que fizeram espalhar pelas televisões na altura da Invasão do Iraque, para tentar manipular a opinião pública.
Ah! o Nuno Rogeiro percebe, mas esse percebe de tudo.
O Iraque e o Afeganistão, não estão em guerra. Estão ocupados. O segundo baseado numa Resolução das Nações Unidas, e o primeiro, com base na força, à revelia de todo o Direito Internacional.
Nos tempos dos nossos avós trogloditas, é que valia tudo, certamente que já ouviste falar na Convenção de Genebra. Os vencidos não devem receber compaixão, isso quer dizer que não têm direitos, o que é falso, têm direito ao respeito e a um tratamento digno.
Quanto aos que chamas “mártires” que não lutam como soldados. Quantos soldados conheces capazes de dar a vida pela causa em que acreditam? Estão errados? Do nosso ponto de vista estão. Mas não se lhes pode negar a coragem por darem a vida por aquilo em que acreditam, merecem o nosso respeito.
Quanto aos”danos colaterais que não serão assim tantos”, não sei o que serão para ti “os tantos”. No Iraque só na fase de invasão, foram mais de 10.000 mortos civis, a maioria mulheres e crianças. Não sei se consideras danos colaterais os feridos, as casas e vidas destruídas, coisas sem importância.(lembras-te daquele miúdo que perdeu pernas e braços?), danos colaterais.
Tens toda a razão os soldados só lutam onde lhe mandam, (ainda bem) e não têm culpa de haver más decisões políticas, que muitas vezes até ultrapassam os “actores políticos”.
E por fim, as prisões servem para “privar” as pessoas que o merecem, da liberdade, não da dignidade.

sexta-feira, junho 6

Conversas à Esquerda

Eu já uma vez por aqui escrevi, que acho que Manuel Alegre é como “o barquinho da carreira, faz que anda mas não anda…”
As constantes movimentações do político socialista demonstram, isso mesmo.
Está contra as políticas do governo de Sócrates, o que não o impediu de votar todos os Orçamentos, e continuar “alegremente” na vice-presidência da AR.
Alegre sente que traz no bolso um milhão de votos, o que é um tremendo disparate. Não se pode usar para um fim, o que para fim diferente nos foi confiado. Se Manuel Alegre já está em Campanha Presidencial, que o diga abertamente. Deixe de se comportar como os políticos que tão levianamente critica.
Dizer meia verdade, não é muito diferente de mentir.

quinta-feira, junho 5

A manifestação de hoje da CGTP, juntou em Lisboa 200 mil pessoas.
Enquanto isso, o governo continua a fazer Concertação Social com os “fantoches vendidos” da UGT.



Gostei de ver a entrevista de Pinto da Costa ao Jornal da Sic. Ele não nega ser corrupto, as “escutas telefónicas” é que são ilegais. O homem até parecia uma pessoa séria. Deve ter enganado muita gente.
Um ano de suspensão por mais de vinte anos de corrupção…Pena bem leve.

Memória do Crónicas (05/06/06)

MENTES QUE BRILHAM

“Cesse tudo o que a musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta” Camões.
Nós somos um país surpreendente. Mesmo vivendo em crise, mesmo quando tudo escasseia, há sempre um de nós capaz de um “golpe de asa” entusiasmante.
Desta vez saiu da Assembleia da República a genialidade que nos vai arrancar desta “apagada e vil tristeza” em que se encontra a sociedade Lusa.
Quem sabe se entre a leitura d’A Bola, e um pedido de Defesa da Honra, o ilustre Líder Parlamentar do PSD, Marques Guedes, “pariu” a magnífica ideia. Uma ideia que só por si justifica os magros milhares de euros que tão ilustre deputado custa ao erário público.
Nem os chineses, que tanto “gostam” do melhor amigo do homem, tiveram “engenho e arte” para ousar ir tão longe. É certo que têm o ano do Cão, mas o que é isso comparado com esta ideia digna de qualquer dos nossos Egrégios Avós.
Será um marco inolvidável para o futuro da nossa terra a ideia de criar O Dia Nacional do Cão.

Bem haja Doutor Marques Guedes

quarta-feira, junho 4

O Pricepezinho ( Saint-Exupery)

(…continuação)

Desenhei então o interior da jibóia, a fim de que as pessoas grandes pudessem compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações. Meu desenho número 2 era assim:

As pessoas grandes aconselharam-me deixar de lado os desenhos de jibóias abertas ou fechadas, e dedicar-me de preferência à geografia, à história, ao cálculo, à gramática. Foi assim que abandonei, aos seis anos, uma esplêndida carreira de pintor. Eu fora desencorajado pelo insucesso do meu desenho número 1 e do meu desenho número 2. As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando.

Tive pois de escolher uma outra profissão e aprendi a pilotar aviões. Voei, por assim dizer, por todo o mundo. E a geografia, é claro, me serviu muito. Sabia distinguir, num relance, a China e o Arizona. É muito útil, quando se está perdido na noite.

Tive assim, no decorrer da vida, muitos contatos com muita gente séria. Vivi muito no meio das pessoas grandes. Vi-as muito de perto. Isso não melhorou, de modo algum, a minha antiga opinião.
Quando encontrava uma que me parecia um pouco lúcida, fazia com ela a experiência do meu desenho número 1, que sempre conservei comigo. Eu queria saber se ela era verdadeiramente compreensiva. Mas respondia sempre: "É um chapéu". Então eu não lhe falava nem de jibóias, nem de florestas virgens, nem de estrelas. Punha-me ao seu alcance. Falava-lhe de bridge, de golfe, de política, de gravatas. E a pessoa grande ficava encantada de conhecer um homem tão razoável.

(continua…)

Ficar sentado no sofá

Sou dos que está insatisfeito com a nossa actual classe politica. Estamos a ser levados para o abismo com esta gente que não nos tem sabido servir mas sim o seu próprio carreirismo. Mas serão eles os unicos responsáveis. Não, nós também o somos ao permitir que eles ponham e disponham das nossas vidas sem que façamos nada para mudar o rumo. Elegemos sempre os mesmos. As mesmas politicas, os mesmos rostos os mesmos discursos já gastos, ou pior ainda, não votamos. Limitamo-nos a "ficar sentados no sofá" a criticar aquilo que nos é apresentado pelos média nacionais, todos eles de grandes grupos económicos que os politicos tão bem servem (os que têm governado). A noção que eu tenho de democracia não se limita a ficar no "deita abaixo" enquanto os vejo a apontar os seus dedos tira-macacos. Acredito que enquanto cidadãos temos o dever de intervir e há mais modos de o fazer do que votar. Temos as colectividades, as comissões de trabalhadores, de moradores, de utentes, etc... Mais que a alteração da lei eleitoral é a nossa participação que está em défice permitindo assim que os incompetentes e corruptos subam e vivam ás nossas custas.

Helder Castilho

terça-feira, junho 3

Lisboa, 25 Abril 2008





Fotos de Lumife

segunda-feira, junho 2

Campo Pequeno 1947 / Lsboa


Segundas Poéticas

Poema da Menina Tonta

A menina tonta passa metade do dia
a namorar quem passa na rua,
que a outra metade fica
p'ra namorar-se ao espelho.
A menina tonta tem olhos de retrós preto,
cabelos de linha de bordar,
e a boca é um pedaço de qualquer tecido vermelho.

A menina tonta tem vestidos de seda
e sapatos de seda,
é toda fria, fria como a seda:
as olheiras postiças de crepe amarrotado,
as mãos viúvas entre flores emurchecidas,
caídas da janela,
desfolham pétalas de papel...

No passeio em frente estão os namorados
com os olhos cansados de esperar
com os braços cansados de acenar
com a boca cansada de pedir...

A menina tonta tem coração sem corda
a boca sem desejos
os olhos sem luz...

E os namorados cansados de namorar...
Eles não sabem que a menina tonta
tem a cabeça cheia de farelos.

(Manuel da Fonseca)

domingo, junho 1

Lei Eleitoral III

Eu costumo ler Vital Moreira. Devo até confessar que é um dos políticos que me habituei a respeitar, um dos poucos. Que a minha opinião não seja levada “à pala” de desrespeito, mas tão só de sã discordância.
Também estou convicto que a nossa Lei Eleitoral devia ser profundamente alterada. E o melhor caminho, a meu ver, seria o Círculo Único Nacional, com uma mais real representatividade em mandatos. Não só seria um ganho democrático, evitava muitas das actuais distorções, como combatia a abstenção. Eu sou um dos muitos milhares de portugueses que não vota. Não por falta de interesse, mas porque o meu voto não conta. E haverá também alguns milhares que votam, não no partido que queriam, mas no que mais se aproxima, para não se absterem. (exp: um eleitor do distrito de Portalegre, corre sério risco de votar em vão na CDU, já para não falar no PP ou BE). Ora se houvesse um único círculo e a representatividade parlamentar estivesse de acordo com os total de votos obtido por cada força política, todos nos sentíamos úteis e ninguém votava no mal menor. Tudo era mais verdadeiro.
Há quem defenda que é este sistema, o que melhor liga os deputados aos eleitores. Nada mais falso. Basta lembrarmo-nos dos pára-quedistas tão habituais. Do autarca alentejano, eleito deputado pelo Porto, etc. Os nossos deputados raramente se ligam ás populações que os elegem, há excepções. Quase sempre obedecem ao partido, ao líder, e há casos em que nem isso acontece, Lembremos os deputados do PP, que há bem pouco tempo não representavam sequer o partido que os fez eleger, dedicavam-se a fazer guerra ao líder democraticamente eleito, ás ordens de Paulo Portas.
A nossa Assembleia da República devia ter 100 deputados eleitos por um Círculo Nacional único, pelo método proporcional e que devido á diminuição dos custos da logística, poderiam ser duas vezes e meia, (2,5) mais bem pagos. Esta alteração faria aumentar a qualidade dos deputados. Coisa que é urgente fazer.

(noutra altura, abordaremos a Regionalização)

João Villaret

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Fado Falado