quinta-feira, abril 30

Fausto

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O namoro

Memória 30/04/2005

LÓGICA INFANTIL - Solteiro ou casado?


"As raparigas devem ficar solteiras. Os rapazes devem casar-se para terem alguém que lhes limpe a roupa e lhes faça a comida." Catarina - 9 anos

"Fico com dor de cabeça só de pensar nesse assunto. Sou muito pequena para pensar nesses problemas." Lina - 9 anos

"Uma das pessoas deve saber preencher um cheque. Mesmo que haja muito amor, é sempre necessário pagar as contas." Eva - 8 anos

quarta-feira, abril 29

Jorge Palma

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Encosta-te a mim

Seda/Comemorações do 25 de Abril





Fotos: Fernanda Lourenço

Seda/Comemorações do 25 de Abril





Fotos: Fernanda Lourenço

terça-feira, abril 28

segunda-feira, abril 27

Maria Eugénia

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Geni e o Zepelim/Chico Buarque

Seda/Comemorações do 25 de Abril





Fotos: Fernanda Lourenço

Seda/Comemorações do 25 de Abril





Fotos: Fernanda Lourenço

domingo, abril 26

A Não Perder

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Portugal dos Pequeninos

Agora sim, aparecem gajas boas. (?) Não era nada disto!! Recomecemos…

Agora sim, vamos finalmente sair da “cepa torta”. Com o finalmente Santo Condestável entronizado, temos um astro guia a iluminar o nosso até agora negro porvir.

Melhor que isto, só mesmo o Cão na Casa Branca

sábado, abril 25

O 1º Abril

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Lembro-me perfeitamente do dia. Manhã fria e chuvosa, saímos como todos os dias ás 6,30 da manhã. Era assim nesses tempos, os miúdos saíam de casa pela madrugada e voltavam noite cerrada. O convívio com os pais era muito restrito.
Depois da volta habitual; Chança, Cunheira, Monte da Pedra, Aldeia da Mata, Flôr da Rosa, Crato e Alter, onde chegávamos depois das 8:00 horas, parávamos frente ao portão do colégio particular. Rapazes para um lado, raparigas para outro.
Mas nesse dia havia algo diferente no ar. No átrio das salas de aula, as funcionárias; Menina Teresa e Menina Antónia, ouviam um pequeno rádio onde não cantava o Mourão, o Artur Garcia, a Tonicha. Tocava coisas diferentes. Havia uma música ritmada que falava de fraternidade, de igualdade, de povo.
Acho que nos mandaram para casa a meio da manhã. E eu, miúdo de 14 anos, nem fazia ideia o quanto o meu mundo tinha mudado naquela madrugada.

sexta-feira, abril 24

Amanhã, nasceu a liberdade!
Talvez um dia, eu a copie.

quinta-feira, abril 23

Trabalhos de Pintura da Antónia





Antónia Vieira Falcão - Chança

terça-feira, abril 21

Secos & Molhados

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Faz hoje vinte anos, Portugal viveu um dos dias mais negros da democracia. A insanidade dos nossos políticos, chegou ao ponto de mandar a Polícia de Intervenção carregar com canhões de água sobre colegas que lutavam pelos direitos sindicais, no Terreiro do Paço. Ficou conhecida como a Manifestação dos Secos & Molhados.

Segunda-Feira de Páscoa na Ribeira de Seda





Segunda-Feira de Páscoa na Ribeira de Seda





segunda-feira, abril 20

Vida Local

A melhor equipa de BTT do Concelho de Alter do Chão, (a única)
Os craks:
Eduardo; Semedo; Mário Campos; Passinhas; Belo; Romão; Alexandre; Constantino; Fouto; entre outros...

domingo, abril 19

Os Lobos Grandes

O meu bisavô Zé Ratinho era um homem pequeno de estatura, uma característica de que ele parecia não gostar muito. Então compensava esse aborrecido “handicap”, com um carácter destemido e uma imaginação muito fértil. Sempre que se aventurava pelos campos de noite, trazia histórias arrepiantes para contar de lutas com lobos ferozes e descomunais. Ao ponto se dizer que “fazia os lobos grandes”.

Um dia em que precisou de ir a Chança, a pé como era costume na época, quando voltava para Seda, armou-se uma enorme trovoada. Tinha duas hipóteses; ou seguia o caminho normal e levava com a tremenda borrasca, ou cortava caminho pela Barroca das Serpes, apesar de todos os perigos. A Barroca das Serpes, ainda hoje, é um lugar soturno. Naquela época, fins do Sec. XIX, quem por lá se aventurasse de noite, tornava-se certamente repasto das alcateias.

Ele decidiu-se pelo caminho mais curto, cuidando passar os perigos antes da noite acontecer. Ou por ter calculado mal o tempo, ou por influencia da enorme borrasca, o breu da noite deu-se quando estava mesmo no coração do perigo.

O concerto de sons na noite era aterrador. Sentiu-se seguido. A sensação de perigo, já tão sua conhecida, invadiu-lhe todo o corpo. Apressou o passo. Num momento em que os raios do luar romperam a abóboda de negras nuvens, viu-o a cortar-lhe a passagem. Era o maior lobo de que tinha memória. A fera mediu-o. Avançou. Primeiro lentamente, depois a mata-cavalos. Fez o salto, a enorme bocarra escancarada. O meu pobre bisavô, só teve tempo de esticar o braço. Enfiou a mão pela garganta do bruto, chegou ao outro lado, agarrou e puxou-lhe o rabo. E o lobo ficou virado das “avessas”.

- Só visto! Contava ele.