domingo, setembro 28

Benfica 2 - Sporting 0

Segundo as doutas palavras de Paulo Bento, “O Sporting perdeu, porque foi pouco activo no ataque e cometeu falhas na defesa”.
Não seria mais fácil dizer: - Porque o Benfica jogou melhor?

sábado, setembro 27

Memória do Crónicas

27/09/04 Me espanto ás vezes, outras m’avergonho. Sá de Miranda

Estes nossos políticos, não param de me surpreender. Desta vez, foi o doutor Relvas, Secretário-Geral do PSD, pela demonstração de uma debilidade intelectual tão confrangedora.
O Douto Senhor, elogia José Sócrates, (será elogio?), dizendo que, “o facto de ele ter militado na JSD, é uma prova da grandeza dos sociais-democratas”.
Senhor Doutor Relvas, por essa ordem de ideias, será que, “o facto de Durão Barroso ter militado no PCTP/MRPP, é uma prova da grandeza dos maoistas”?

Florbela Espanca

A Minha Dor

(Miguel Falabella)

sexta-feira, setembro 26

Memória do Crónicas


26/09/05 Baba e Ranho

Chorei baba e ranho ao ouvir o ministro Bagão defender que quem ganha 50.mil euros por ano, deve pagar mais nas Taxas Moderadoras.
O meu coração mole, não aguentou imaginar, os distintos senhores, madrugadas inteiras à porta dos Centros de Saúde, para arranjar consulta, e depois ainda terem que pagar mais que a ralé. Não é justo…

Adler Trio

Gipsy

segunda-feira, setembro 15

Memória do Crónicas

16/09/04 Comments:
Fico com muita pena que de vez em quando descambes para o fanatismo. Quando não estás "cego" pelo ódio à direita e aos judeus até que escreves mesmo muito bem.
Um abraço,

Orlando

Caro amigo,
Convenhamos que, ódio, é uma palavra demasiado forte…Eu não gosto dos tipos de Direita, porque considero ser estúpido ter uma maneira errada de pensar e não mudar. Não são só estúpidos, são também insistentes.Quanto a judeus, não gosto de ver os israelitas tratar os outros, como os nazis os trataram a eles. Embora reconheça que o judaísmo deva ser a mais xenófoba das grandes religiões. Não vou por aí… Eu sei que, «o Homem criou deus à sua imagem e semelhança», estamos conversados…
Um abraço.

J A

Essa é a lucidez de quem admira a "democracia" cubana. Essa é a lucidez de quem começa a ofender todos os que não são da mesma opinião ainda antes de eles a pronunciarem.
O judaísmo é xenófobo? Porque se acham os eleitos? Sabes o que foram as cruzadas? Sabes quem foram os cristãos novos ? Sabes quem são os infiéis que por mais que queiram não podem entrar em templos muçulmanos? Os cristãos condenaram o Saramago à morte? O mal do mundo são os judeus? Por que será que os cristãos são abatidos no Sudão? E os indus em Caxemira? E os judeus na Palestina? E pessoas de todas as religiões nos EUA?

1 abraço,
Orlando ( Orlando Manuel Pereira Alves d'Oliveira Silveira ), orgulhosamente ateu.

a) Não admiro a democracia Cubana, admiro a coragem dos cubanos, que têm todo o direito de viver sem amos. E segundo o meu fraco entender, expor ideias não é ofensa. A não ser para quem não aceita que o outro as tenham.
b) Eu não disse que «o judaísmo é xenófobo», mas sim que era a mais xenófoba de…«Nós somos o povo escolhido» isto é o quê? E depois vê só a auto-segregaçao.
c) Sei alguma coisa de História, e já li muito sobre Historia das Religiões, mas se tiveres algo novo para me ensinar, eu tenho muita vontade de aprender.
d) Crimes de pensamento, há milhões, e não se condena alguém por pensar desta ou daquela maneira, mas por pensar diferente. O perigo vem da diferença. Salman Rushdy foi condenado, Jesus Cristo executado, Saramago excluído. Todos pensavam diferente.
e) Não te fazia tão susceptível á causa judaica, apesar de seres ateu. Ou então estás a ficar rabujento.

Um abraço,
Joaquim António Bernardino Godinho (humildemente Livre-Pensador e Místico)

Amália Rodrigues

Zanguei-me com meu amor

domingo, setembro 14

O “nosso” presidente está a mostrar as manguinhas. Já não se lembra dos tempos do “deixem-nos trabalhar”. Cabe a Sócrates ser duro e não ter medo do confronto. Tanto a Lei do Divórcio, como o Estatuto Regional dos Açores, devem ser aprovados. O Poder Legislativo cabe á Assembleia, não á Presidência.
Já se sabia que ele ia fazer de tudo para levar Manuela Ferreira Leite ao poder.

Que Deus nos livre e guarde de tamanha desgraça.

Memória do Crónicas

14/09/04 “VÁ DE RETRO…”
Ontem dei por mim a fazer um Regresso ao Passado. Tive a nítida sensação, apesar da cor, de estar a assistir às famigeradas «Conversas em Família».
O Dr. Bagão, comissário do BCP no governo, trouxe um chorrilho de banalidades sem ter dito nada de concreto.
Vai aumentar os salários, sem dizer quanto.
Tem que se aumentar a produtividade.
O que é que o Ministro do Trabalho andou a fazer nos últimos dois anos e meio?
O défice, vai respeitar os 3% se for possível.
Só agora perceberam o problema das SCUT.
Vamos ter que reduzir os gastos nos serviços públicos. Onde? Na Justiça? Na Educação? Na Saúde? Na Segurança? Na Assistência Social?
E para fazer o quê com o poupado? Promover o consumismo, e fazê-lo chegar aos cofres dos bancos?
Um festival de demagogia populista. Paulo Portas não faria melhor.
O governo de Barroso, foi o governo mais à direita em democracia. Este é o primeiro governo fascista pós 25 de Abril.
Esperemos que o Senhor de Belém, não esteja muito ocupado a escrever “discursos redondos”, e saiba ler os sinais.

Memória do Crónicas

14/09/04 Segunda

Quando foi que demorei os olhos sobre os seios nascendo debaixo das blusas, das raparigas que vinham, à tarde, brincar comigo?...... Como nasci poeta, devia ter sido muito antes que as mães se apercebem disso e fizessem mais largas as blusas para as suas meninas. Quando, não sei ao certo.
Mas a história dos peitos, debaixo das blusas, foi um grande mistério.
Tão grande que eu corria até ao cansaço.
E jogava pedradas a coisas impossíveis de tocar, como sejam os pássaros quando passam voando.E desafiava, sem razão aparente, rapazes muito mais velhos e fortes!E uma vez, de cima de um telhado, joguei uma pedrada tão certeira, que levou o chapéu do senhor administrador!Em toda a vila, se falou, logo, num caso de política; o senhor administrador mandou vir, da cidade, uma pistola, que mostrava, nos cafés, a quem a queria ver; e os do partido contrário, deixaram crescer o musgo nos telhados com medo daquela raiva de tiros para o céu...
Tal era o mistério dos seios nascendo debaixo das blusas!

Manuel da Fonseca

sábado, setembro 13

Memória do Crónicas

07/09/04 Portugal dos Pequeninos
Invocar razões de "soberania nacional" para proibir a entrada do barco da organização holandesa Women on Waves nas águas territorias nacionais é perfeitamente ridículo.
Um bimbalhão de um secretário de Estado dos Assuntos do Mar veio proclamar retoricamente que «nós somos um país soberano» (o que soou «nó-chomos um paí-chuberano» na sua super-afectada dicção lisboeta), mas não se deu ao trabalho de explicar em que é que um pequeno barco, (mais pequeno que um cacilheiro), ameaçava a dita soberania.
Será que todos os estrangeiros suspeitos de praticarem ou se proporem praticar actos alegadamente ilegais em território nacional ameaçam a "soberania nacional"?!
A eventual prática de actos ilícitos é uma questão de polícia e de tribunais, não de forças armadas.
Esta parceria governamental Santana-Portas não tardou em fazer das suas!

Entrecampos 1963 / Lisboa


domingo, agosto 10

Carlos do Carmo

Canoa

sábado, agosto 9

Vida Local

Exmos Senhores
Direcção da Comissão de Melhoramentos da Freguesia de Seda
Vossas excelências no vosso comentário fazem referência ao vosso trabalho voluntário. Não posso deixar de vo-lo agradecer, não só em meu nome, mas também no de todos os que dele beneficiam. A Instituição sempre beneficiou da abnegação de pessoas cujo mister é ajudar sem receber nada em troca. Até eu já o fiz. Imaginem.
Os primeiros impressos de constituição da Comissão de Melhoramentos da Freguesia de Seda, foram feitos por mim. Tendo também colaborado na escolha do nome.
O pedido de inscrição como IPSS, impressos trazidos pelo Abelha de Lisboa, foram preenchidos por mim também.
Os Estatutos foram revistos e limpos em minha casa.
Quando, já com a obra em construção, não havia dinheiro para pagar a primeira empreitada, para pedir ao estado a devolução do IVA. Havendo quem tivesse uma avultada quantia para oferecer e não o podendo fazer nominalmente, há quem saiba porquê, fui eu quem gizei o depósito anónimo a partir de Ponte de Sor, na conta da Instituição.
Algum tempo depois, quando o tesoureiro da altura, sr João Arcângelo, afogado em trabalho, me convidou para o lugar de administrativo, eu disse-lhe que já não tinha condições físicas para tal, mas que podia arranjar-lhe a pessoa certa. Se hoje a Instituição conta com a colaboração de um Funcionário Administrativo de uma honorabilidade e competência ímpares, em parte também a mim o deve.
Muitas pessoas têm colaborado ao longo destes anos. Umas modestamente como eu, outras mais activamente. È o caso das funcionárias que trabalharam gratuitamente algum tempo, da Rita, da Lídia, da Sra. Maria Teresa, etc.

Talvez devido a tudo isso eu me tenha sentido tão magoado.

Atentamente,

sexta-feira, agosto 8

Eu não tenho nada contra assaltantes de bancos. Não são os bancos quem nos assaltam todos os dias? Assim como assim, ladrão que rouba a ladrão...
Mas fazer reféns, não está certo.

quinta-feira, agosto 7

Vida Local

Câmara Municipal de Alter do Chão

A Câmara Municipal dá apoio ao projecto de Arqueologia a decorrer desde o início de Julho na Quinta do Pião, a 5 quilómetros de Alter em direcção a Cabeço de Vide.
Nesta vila romana trabalham nas escavações uma equipa de estudantes, de várias universidades do país, assistida pelo Arqueólogo Jorge António. Segundo o Arqueólogo esta vila romana “pensa-se que nunca foi escavada, houve uma autorização em 1963 para realizar as escavações mas não há provas que isso tenha acontecido”.
Os pioneiros desta investigação já encontraram alguns fragmentos, um botão e um brinco em bronze, e há indícios de que uma das estruturas, das três existentes, tenha sido umas termas, muito comuns nas vilas romanas. Numa outra estrutura foram encontradas cinzas, o que indica a possível presença de um forno.
Este é um trabalho importante para a vila de Alter no âmbito do seu património histórico-cultural e a Câmara Municipal irá acompanhar e divulgar o percurso desta investigação que só termina no final do mês de Setembro.
O local das escavações poderá ser visitado de 2ª a Sábado das 6:00 às 14:00 horas. É um local diferente que vale a pena conhecer!

Como Chegar à Quinta do Pião?
Na estrada de Cabeço de Vide, antes de chegar ao Monte do Papa Leite, virar à esquerda para um caminho de areia clara, possivelmente haverá indicação.

Do - Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal

A Verdadeira Identidade de Florindinha

Capítulo II (continuação)
A Chica tinha duas explicações que dependiam do seu estado de espírito. Quando estava de bem com ele, jurava a pés juntos que era o malandro do Malaquias que punha uma droga no vinho. Que desde que a mulher lhe tinha posto os cornos e fugido com o louceiro, só queria ver desgraça na casa alheia.
Quando andava atacada de ciumeira, a culpa continuava a ser do corno do Malaquias; mas por causa da "vaca" da ucraniana de grandes tetas, com quem vivia amasiado e que tinha a servir ao balcão.
A vida lá ia correndo mansamente na aldeia de Vila Formosa, as crianças cresciam e nada de muito grave perturbava a santa vida da "nossa" família.A única alteração a esta rotina, devia-se ás trapalhadas do Zé, que muitas vezes se enganava na porta ao voltar a casa.
A principal vítima destes enganos, (propositados?), era a vizinha da frente; a menina Alice. Era normal vê-la a escorraçar o "borracho" de casa, armada de uma grande Moca de Rio Maior.
Alicinha era a "fiel depositária" da chave da igreja e catequista da aldeia. Tinha cinquenta e cinco anos e vivia sozinha desde a morte dos pais. Dizia-se na aldeia que durante a sua longa vida de beata, só se tinha dado mal com um padre. Da já longínqua desavença, resultou a imediata transferência do jovem padre e o internamento de uma semana da Alicinha numa clínica de Badajoz a tratar uma doença de nervos.
A Chica não lhe falava desde que o Zé começou a enganar-se na porta. E não se importava de lhe gritar da sua porta:- Porca! Santinha do pau oco! Queres dar-me cabo da vida como ao padre Ricardo? Mas eu dou-te uma pazada no toutiço, ratazana de sacristia…

(continua)

segunda-feira, agosto 4

Vida Local

Exmos Senhores
Direcção da Comissão de Melhoramentos da Freguesia de Seda

A vossa decisão no que me diz respeito, é de uma tremenda injustiça e desumanidade.
Eu estou na instituição desde o 1º dia, (entraram comigo o meu pai, João Lindo, Joaquim Melita e Juliana. Todos convencionados) e esse era o critério mais justo de admissão, mas arranjaram maneira de me fazer ultrapassar por quem vos apeteceu.
Não consigo perceber, porque é que 703,67 € saídos totalmente do meu bolso, vos dão maior prazer que os mesmos 703,67 €, (porque a instituição recebe sempre o mesmo), pagos por mim e pela Seg. Social. Só pode haver duas razões; ou v/excias pensam que eu sou rico, ou encontraram alguém do vosso agrado para ocupar o lugar que por direito me pertence. Ou será só um caso de xenofobia? Mas quando perceber para quem foi o lugar entenderei.
Alguém com mais necessidades, não encontraram certamente.
Todas as pessoas entendidas no assunto a quem tenho exposto este caso, me dizem que só seria possível haver discriminação positiva. V/excias vão em sentido inverso. Benza-os Deus.
Porque eu dou muito trabalho? Como já lhes expliquei, o que a instituição recebe é igual. E certamente, se eu me recusar a entrar, não vão dispensar nenhuma das funcionárias. Aposto que nunca se preocuparam em perguntar que trabalho dou. Em quatro anos que pago os Serviços Especiais, nunca ocupei mais do que 20 a 30 minutos por dia.
De si, Sr presidente, não esperava grande coisa. Afinal, conhecemo-nos de vista. Falámos uma única vez, não temos uma história.
Do parente João Arcângelo, que considero amigo e a quem devo favores, não entendo a atitude, não me parece a sua maneira correcta de agir. Por certo que valores mais altos se levantaram. Quais? Não sei.
Quem me magoa fundo, é o Alexandre. Uma amizade de 30 anos, grande parte deles a trabalhar juntos sem nunca termos tido um desentendimento, mereciam outro respeito. Se a situação fosse inversa, até podia ser que tivesse o mesmo desfecho, mas nunca antes da minha demissão.
Sempre, para onde quer que fui, fiz amigos e fui bem tratado. É na minha própria terra que sinto a discriminação.
O que estão a fazer comigo, é um acto tremendamente indigno, (desculpem o termo). Espero que nunca estejam na minha situação para experimentarem tão grosseira falta de solidariedade.
Eu estou a tentar de todas as maneira, que alguma Instituição me pague os 330,25 € que deviam ser suportados pela Seg. Social. Se não conseguir, vou mesmo assim. Corremos o risco, de que daqui por três ou quatro meses, v/excias tenham que me pôr na rua.
Mas devo informar, que destes factos irei dar conhecimento aos órgãos de soberania competentes para que o Estado tome conhecimento e avalie a idoneidade e a capacidade gestionária das instituições com quem celebra contratos de cooperação, os quais assentam no cumprimento dos princípios estabelecidos no Pacto de Cooperação para a Solidariedade e nos elementares princípios de cidadania.

Seda, 04/08/2008
Atentamente,
(Grito de revolta contra a principal característica das pessoas pouco inteligentes; A Insensibilidade)

domingo, agosto 3


sábado, agosto 2

Humanos

Quero é viver

A Verdadeira Identidade de Florindinha

Capitulo II
Quando o Zé chegou da herdade do Vesgo já a farsa estava em andamento. Os rapazes estavam todos no quarto a conhecer a nova deusa da casa e a dona Engrácia, tia de Chica, com a ajuda de uma vizinha, labutavam nos tachos a fazer fatias "paridas" com muito açúcar e canela para confortar os estômagos das canseiras do dia.
O Zé encarou a boa nova com alguma frieza. Não foi muito expansivo, coisa do seu feitio. Mas a maior prova de que gostou, foram as rodadas de pinga que pagou na taberna do Malaquias, coisa nunca vista nele, e a semanada inteirinha de bebedeira que inaugurou nesse dia.
A apreensão da Chica quanto á manutenção da mentira, depressinha se esfumou. Não iria ser difícil esconder do pai da criança a verdade sobre Florindinha. Zé da Horta era um homem pouco atento. Nunca lhe passou pela cabeça chegar o nariz por perto das fraldas dos filhos, não era agora que ia mudar. Isso era coisa de mulher. De mulher ou de mariconso, que vai dar no mesmo. Depois, aquela crença que ganhou na semana dos festejos, depressa se acentuou. Aos dias de trabalho, seguiam-se as tarde de copos. Normalmente só vinha para casa já muito perto da hora de jantar, bem emborrascado, a cantar o «era o vinho meu bem, era o vinho» e a trocar o passo, pronto a chegar a roupa ao pêlo á pobre Chica e aos miúdos.
Nunca tinha sido "uma flor que se cheirasse" e cada vez estava pior. Tivesse a Chica tempo e um corpo para tal, ter-lhe-ia há muito enfeitado a cabeça com um belo chapéu de dois bicos. (cala-te boca).
Nunca se soube bem ao certo o que despoletou esta queda do Zé da Horta para a vinhaça

(continua)

sexta-feira, agosto 1

Cavaco e a Andropausa

Este grave comunicado presidencial, foi dos casos políticos mais caricatos dos últimos tempos. O país ficou suspenso, cuidando que algo de grave estava para acontecer. Afinal a montanha acabou por parir um rato. Não passou disso. Uma pequena ameaça aos poderes presidenciais que desencadeia uma reacção despropositada.
Não é a primeira vez que Cavaco em relação aos Açores, se comporta como um leão indomável. Estivesse em causa a Madeira, outro galo cantaria.
Estou convencido que este pequeno incidente só serviu para mexer um pouco com a “silly season” e não passou de uma presidencial crise histérica. Com o tempo, o “desarranjo hormonal” vai passar e tudo voltará a ser como dantes, no quartel de Abrantes.
Não nos esqueçamos que Cavaco, para no futuro poder ajudar a amiga Manuela Ferreira Leite, tem que primeiro garantir a reeleição. Portanto, não fazer ondas.

quinta-feira, julho 31

Inocência

O avô passeava com a netinha de quatro anos, pela baixa da cidade.
Ao passar frente a uma barbearia, entrou para aparar o cabelo.
Enquanto era atendido, a menina comia um pastel de nata, encostada à cadeira.
O barbeiro reparou e disse-lhe:
-Minha linda. Ainda vais ter pêlos no teu docinho.
A menina, olhou-o com grandes olhos sérios, e respondeu:
-Eu sei, a mamã já me disse. E também vou ter maminhas.

quarta-feira, julho 30

Memória do Crónicas 30/07/04

Aí está o homem
O presente governo ia ser mais pequeno que o anterior. Afinal, até é maior. Atenuante apresentada por Santana Lopes? "Fiz algumas pesquisas e sei que já houve governos bem maiores."A amiga de Portas, corajosa filha e neta de militares, andou em bolandas de sinecura para sinecura, atrasando a tomada de posse dos secretários de Estado? Não há crise: "Andei a informar-me e descobri que até já houve atrasos maiores nestas cerimónias."Ontem mesmo, na AR, a propósito dos incêndios que lá nos vão reduzindo a cinzas: "No ano passado, por esta altura, já tinha ardido mais."Resumindo: Santana não ambiciona ser o melhor, ou sequer atingir alguma espécie de excelência. A ele, basta-lhe não ser o pior de sempre; chega-lhe conseguir encontrar algures exemplos de incompetência ainda mais flagrante. Quando Portugal desatar a acelerar a sua queda livre em todos os índíces relevantes, teremos por certo Santana na TV, acalmando o seu eleitorado com a fórmula mágica: "Olhem que andei a investigar e descobri que o primeiro-ministro da Albânia até é bastante mais tosco do que eu!"


terça-feira, julho 29

Vida Local

Câmara Municipal de Alter do Chão

No dia 26 de Julho o Presidente da Câmara recebeu o Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações.

O lançamento da obra de construção da variante à Ponte de Vila Formosa na Estrada Nacional (EN) 369 foi o assunto que o trouxe a Alter do Chão. O Castelo de Alter foi mais uma vez palco de discursos, onde o Presidente da Câmara tomou primeiramente a palavra, “gostaria de lembrar aqui que a velha Ponte Romana do século II está interdita ao trânsito pesado desde meados de 2006, o que tem provocado grandes constrangimentos económicos aos empresários do Concelho e da região”. O empreendimento apresentado visa repor a circulação do tráfego pesado na travessia da Ribeira de Seda, melhorando as condições de segurança rodoviária do Concelho. A variante à Ponte de Vila Formosa terá uma extensão de 3 quilómetros, onde serão investidos 5 milhões de Euros.

Joviano Vitorino referiu que a Ponte de Vila Formosa sendo um monumento nacional “deverá transformar-se num monumento visitável, com a criação de toda uma infra-estrutura envolvente que torne aquele local num sítio de lazer”. O Presidente notou ainda a “preocupação com as estradas do Município, de Vale de Barqueiros a Alter/Cunheira pela Coudelaria que estão a ser utilizadas por viaturas pesadas que deveriam transitar pela Estrada Nacional Alter – Ponte de Sôr.Paulo Campos, Secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas, deu início ao seu discurso referindo que “a desertificação combate-se com acções” garantindo que a nova variante estará concluída no final de 2009. “Com estes investimentos estamos a aproximar o País, a criar condições para aproximar as populações e combater a desertificação”, disse Paulo Campos.

A comitiva aproveitou para visitar a obra em curso no IC13, entre Alter do Chão e Portalegre, uma vez que o troço entre Alter e o nó do Pisão e a ligação ao Crato e Flor da Rosa estarão concluídos no final deste ano. Esta via, que tem em vista melhorar a ligação de Alter à Capital de Distrito tem um investimento aproximado de 42 milhões de Euros e concretiza o primeiro lanço do IC13 entre Portalegre, Lisboa e o novo Aeroporto.

segunda-feira, julho 28

Memória do Crónicas 28/07/05

Presideciáveis
Dias atrás, um dos meus colegas nas lides do Editorial, pedia nomes a apresentar como candidatos às presidenciais de Janeiro de 2006.
Eu lembrei-me, que há uns anos no Brasil, aquando da eleição ganha por Collor de Melo, um grupo de cidadãos, propôs a candidatura de um macaco.
Obviamente que um macaco, por não pertencer à fauna nacional, teria poucas hipóteses de receber um considerável apoio.
Isto não é um acto xenófobo, não tenho absolutamente nada contra minorias, podem estar certos. É simples bom senso.
Pensei então encontrar um animal bem representativo da nossa fauna autóctone.
E como bom alentejano que sou, não precisei pensar muito, o coração falou mais alto.
Estou disposto a promover a candidatura de um PORCO.
Que tal Alberto João Jardim ?

Chico Buarque

Tanto Mar

Elevador da Graça 1905/Lisboa


O Discreto Charme da Política

A próxima pode ser a Aninha Drago? Por favor...