domingo, julho 10

A VERDADEIRA IDENTIDADE DE JEITOSINHA (autor desc.)

Capítulo XXVI - Lágrimas no hospital
Jeitosinha entregou ao pai uma caneta e um pedaço de papel.
- Assine esta folha em branco...
- M-mas... Filha... Você sabe que eu não tenho nenhuma posse...
- Apenas assine!
Meio vacilante, Ambrósio escreveu seu nome no papel.
- Pronto. Estou livre agora?
- Sim... - disse a moça, sorrindo sarcasticamente - Tenha bons sonhos...
Jeitosinha foi para seu quarto e esperou pacientemente que todos voltassem para casa. A mãe, que sempre se envolvia nas actividades da Igreja, voltou de uma novena. Os irmãos foram chegando, um a um, se amontoando em volta da TV, como sempre faziam.
Normalmente Arlindo, mais arredio, preferia ficar lendo em algum canto da casa, até que todos se recolhessem. Era a hora em que finalmente tinha a sala só para ele, e ficava zapeando os canais de TV. No silêncio da madrugada, Jeitosinha aproximou-se de Arlindo, vestida como uma Diva do cinema. O longo vestido negro, que exibia seus ombros e expunha parte dos seios... a abertura lateral, por onde podia-se ver furtivamente a longa extensão de sua perna esquerda... O par de luvas cobrindo os braços até além do cotovelo... Tudo remetia a inesquecível Gilda.
Arlindo surpreendeu-se com a maturidade da beleza da irmã, que trazia num copo uma dose de uísque on the rocks.
- Sabe, irmão, às vezes a felicidade chega até nós por caminhos estranhos...
- O que você quer dizer? - espantou-se.
- Quero dizer que encontrei meu verdadeiro eu no bordel de Madame Mary. E devo isso a você.
Jeitosinha sorveu um gole generoso de uísque e ofereceu o copo ao irmão.
- Beba comigo. Vamos selar com esta dose de uísque a paz entre nós.
Arlindo pegou o copo com desconfiança. Mas a irmã acabara de provar da bebida, descartando a possibilidade de que ela estivesse envenenada.
Nervoso, ele bebeu todo o líquido do copo, devolvendo-o à loira. Jeitosinha pegou uma pedra de gelo e passou provocativamente no pescoço e nos seios. Depois, debruçou-se sobre Arlindo, alisou sua coxa direita e, tocando os lábios em seu ouvido esquerdo murmurou:
- Amanhã, irmão querido, todos nós começaremos uma vida nova...
A loira disse esta frase enigmática e se retirou. O cruel Arlindo chegou a pensar que sua irmã estava tão desequilibrada quanto o pai. Mas logo voltou a entreter-se com um filme barato de TV, antes de mergulhar em um sono profundo.
No hospital público, Adenaíra abria os olhos:
- B-bruno... Pensei que tinha sido um sonho.
- Estou aqui. Estou te esperando... - A frase brotou sem nenhuma convicção.
- M-me esperando? - Perguntou a nova irmã de Jeitosinha.
- Sim. Você precisa lutar. Precisa superar esta doença. Vou estar ao seu lado.
- Oh, Bruno! Você vai me dar uma chance?
- O tempo dirá. Por enquanto, prometo-lhe apenas minha atenção e minha amizade.
- Você não sabe como este simples fio de esperança me deixa feliz! - Disse a moça, já com uma certa luz no rosto pálido pela febre.
Na manhã seguinte, Arlindo acordou no mesmo sofá onde bebera com Jeitosinha. Mas estava cercado por policiais e algemado. No comando da operação, a detective Vanessa dirigiu-se a ele, mostrando no semblante a realização pelo dever cumprido.
- Você está preso.
- M-mas... Eu não fiz nada! - Espantou-se o rapaz - Qual a acusação?
- Assassinato!
- Não! - O grito de Arlindo ecoou pela sala. . .

Quem morreu? Você tem até domingo para juntar as peças e entender o plano de Jeitosinha! Não perca o próximo capítulo.

sábado, julho 9

PEDIDO DE DESCULPAS

O “Crónica do Planalto”, lembrando a tradição emigrante dos portugueses, vem humildemente pedir desculpas à República Popular da China e à União Indiana, pelas “alarvidades” vomitadas pelo Presidente do Governo Regional da Madeira.
Como se pode ver pela fotografia, de semelhante criatura tudo se pode esperar.

CORRUPÇÃO?

O presidente da Câmara do Marco de Canavezes, Avelino Ferreira Torres, foi interrogado nas instalações da Polícia Judiciária (PJ) do Porto, num inquérito sobre alegado enriquecimento ilícito.

Segundo fonte policial, o autarca, que é agora candidato independente à Câmara Municipal de Amarante, foi questionado, entre as 9h00 e as 14h00 de terça-feira por inspectores da Brigada de Crimes Económicos da PJ.

Os elementos da Brigada de Crimes Económicos questionaram Avelino Ferreira Torres sobre o alegado aparecimento de várias centenas de milhares de contos em contas bancárias de dois dos seus colaboradores directos no município, provenientes de cheques ou entregas de empreiteiros, cuja origem está ainda por esclarecer.

É urgente legislar no sentido de afastar esta gentalha. A Democracia, tem que arranjar mecanismos que a tornem imune a estes populistas.

sexta-feira, julho 8

ALENTEJO

Monte de Vale Barqueiros - Seda

quinta-feira, julho 7

VOLTA O TERROR

Desta vez, foi em Londres.
Pelo menos 7 atentados em transportes públicos, provocaram centenas de feridos e um número ainda indeterminado de mortos.
Que pena, serem sempre os mesmos a pagar as consequências dos erros dos políticos.
Que pena, não terem rebentado com os cornos do Tony Blair.

AGORA TEMOS QUE PAGAR

E é bem feito. Os sinais estavam lá. As novelas. As intermináveis e desconchavadas novelas em que todas as crianças frequentam colégios da Linha e são louras e precocemente parolas. As Lux e as Flash. O telejornal da TVI. O “futebolês” e a sua miríade de constelações e estrelas, as maiores, as menores e as anãs, os dirigentes, os agentes, os jogadores, as transferências e os treinadores de bancada e de café.O 24 Horas e as suas manchetes sanguíneas e colunas rosa-choque. Os três diários desportivos. Os Big Brother's e as chusmas de indigentes que revelaram, geraram e adularam.

Os caciques locais. Felgueiras. Marco de Canaveses, Gondomar. A justiça, apoucada e achincalhada. A Alexandra Solnado e as conversas de Jesus com a cabritinha. As abstenções galopantes. A política, trauliteira e lapuz. Os impropérios lançados a esmo, pelos carroceiros e pelas azêmolas que habitam o Parlamento e as autarquias deste país de Norte a Sul.
Os deputados que o são porque dominam as concelhias. O triunfo da demagogia, a vitória fácil do populismo.A farsa da Madeira, esse espectáculo pornográfico instalado há anos na Casa Vigia, onde perora um idiota, racista, xenófobo e fascista, adulado por uma corja de dependentes e por um dos dois maiores partidos portugueses.A lenta agonia da Cultura. A asfixia da Ciência. A sangria, continuada, mortal, dos nossos melhores homens e mulheres, em demanda de melhores países, de outras instituições que os animem, que os reconheçam.

A invasão obscena do betão em tudo o que é Parque Natural, Zona Protegida, Rede Natura, arriba fóssil, rio selvagem, orla costeira.As oportunidades perdidas. O Alqueva. Os fundos de Coesão. O Fundo Social Europeu. Os subsídios à agricultura dados de mão beijada a pessoas que não sabem distinguir um cão de uma ovelha. Os jipes. Os condomínios privados. Os montes no Alentejo. As férias no Brasil e as festas no Algarve.
Os milhares que provam, provado, o adágio que diz que quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem.E a cereja no bolo. Um governo chefiado por um idiota incompetente, e realmente comandado pela extrema-direita. O princípio do fim do Serviço Nacional de Saúde, do Ensino Público, e de todas as conquistas do povo português.

Só podíamos vir aqui parar…

quarta-feira, julho 6

MENSAGEM - Fernando Pessoa

MAR PORTUGUÊS XI

A ÚLTIMA NAU

Levando a bordo El-Rei DE. Sebastião,
E erguendo, como um nome, alto o pendão
Do Império,
Foi-se a última nau, ao sol aziago
Erma, e entre choros de ânsia e de pressago
Mistério.

Não voltou mais. A que ilha indescoberta
Aportou? Voltará da sorte incerta
Que teve?
Deus guarda o corpo e a forma do futuro,
Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro
E breve.

Ah, quanto mais ao povo a alma falta,
Mais a minha alma atlântica se exalta
E entorna,
E em mim, num mar que não tem tempo ou 'spaço,
Vejo entre a cerração teu vulto baço
Que torna.

Não sei a hora, mas sei que há a hora,
Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora
Mistério.
Surges ao sol em mim, e a névoa finda:
A mesma, e trazes o pendão ainda
Do Império.

MEMÓRIA

06/07/04 - UMA GRAVATA HORROROSA
Nada do que os nossos rapazes fizeram em campo, teve mérito. Qual categoria de Scolari, qual empenho e carinho de milhões de portugueses, nada disso teve valimento.
Ficámos agora a saber que este feito histórico, se ficou a dever única e exclusivamente ao facto de o Dr.…como se chama ele? Zé Manuel ou José Barroso, bem, aquele que fugiu e mudou de nome.
Diz o, dito cujo, que usou a mesma gravata, (por sinal medonha), em todos o jogos, menos no primeiro Portugal - Grécia, que perdemos. O que segundo o Sr., terá dado tanta sorte nos jogos, que agora ameaça oferecer «aquilo» ao seleccionador.
Estes tipos são pirosos até dizer basta.
A sorte deste país, é que o Euro só depende da gravata dele. Olha se dependesse da Casaca ou do Nome, com o que ele tem mudado…estávamos tramados.

terça-feira, julho 5

BIRRA DE PUTOS

Dois putos, um moçambicano e um português, brincam no recreio e o miúdo
português diz:
- Nhah, nhah, nhah, eu como chocolate e tu comes mandioca!!
O Moçambicano, todo chateado, chega a casa e faz queixa à mãe:
- Ó mãe, hoje o portuga disse-me que comia chocolate e eu comia mandioca.
- Não faz mal meu filho, diz-lhe que tens um governo da Frelimo e ele não tem.
No dia seguinte:
- Nhah, nhah, nhah, eu como chocolate e tu comes mandioca
- E eu tenho um governo da Frelimo e tu não tens - diz o Moçambicano.
O português, todo chateado chega a casa e faz queixa à mãe:
- Mama, o moçambicano disse-me que tinha um governo da Frelimo.
- Não faz mal meu filho, diz-lhe que também vais ter um - respondeu a mãe.
No dia seguinte voltam ao mesmo:
- Nhah, nhah, nhah, eu como chocolate e tu comes mandioca.
- Nhah, nhah, nhah, eu tenho um governo da Frelimo.
- É, eu também vou ter um!! - responde o português.
E o moçambicano diz:
- Ai é ??!... então vais-te lixar que também vais comer mandioca!...

(Farhana Souleman)

segunda-feira, julho 4

FRASES CÉLEBRES

“Em Portugal é que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias”
(Tinga, ex-jogador do Sporting)

“Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe”
(Jardel, ex-jogador do Sporting)

MEMÓRIA


04/07/05 - A NOSSA VEZ DE COBRAR
Eu não devo nada a Jorge Sampaio, além do respeito devido ao Presidente da República. Também não tenho o direito de lhe cobrar os dois votos que lhe dei, porque ainda acho que foram merecidos, e quem recebe o que merece, não fica devedor de ninguém.
Agora, não tenho dúvidas em lembrar ao presidente, a maioria de onde emana a sua legitimidade para decidir sobre o nosso futuro.
Que a maioria que o elegeu por duas vezes, e ainda recentemente foi capaz de se pronunciar nas urnas, não tem dúvidas e sabe o que quer para o país.
Lembrá-lo, que o poder, assenta sempre na vontade popular, e é preciso ouvi-la, e saber respeitá-la sempre.
Não se podem estabelecer compromissos com quem não faz ideia do que é cumprir promessas. Quem abandona o barco, não pode continuar a traçar a rota.
E Portugal não aceita Delfins…

domingo, julho 3

MEMÓRIA

03/07/05 - O ESTADO DA NAÇÃO
Vi com muita atenção o debate de terça-feira na RTP 1, e fiquei preocupado. Manuel Dias Loureiro, habitualmente tão esclarecido e cordato, embirrou em não querer entender a diferença entre legal e legítimo.
Seria legal o presidente aceitar o Lopes como primeiro-ministro, já não será legítimo, um partido de gente séria, como acho que é o PSD, nomeá-lo.
Assim como será legal, mas também legítimo o presidente “ler” o que o povo quis dizer há bem pouco tempo, e agir em conformidade.
Quanto ao argumento ridículo, de que o governo só deve ser julgado ao fim de quatro anos, não colhe, este governo vai findar no momento em que Durão se demitir, e para o bem ou para o mal deve ser julgado agora e não em 2006. Porque nessa altura a sua obra já estará certamente desvirtuada.
É a oportunidade para o Lopes se apresentar ao povo, e ganhar se o povo assim quiser, e já não poderemos dizer que Portugal tem um Governo Marsupial, com dois cangurus na bolsa à boleia.

A VERDADEIRA IDENTIDADE DE JEITOSINHA (autor desc.)

Capítulo XXV - A conversa com os pais
- Adenaíra contraiu uma gravíssima infecção hospitalar, filho...
Bruno ficou chocado com a notícia. O Adenair que conhecera era tão alegre, tão saltitante... "Assim, adormecido e com esta touca, é incrível a semelhança com Jeitosinha", pensou.
Adenaíra abriu os olhos e viu Bruno, ao seu lado, com as bandagens envolvendo a cabeça.
- O que houve, meu amor? - balbuciou.
- Nada, não se preocupe. Caí da escada - mentiu o rapaz, numa tentativa de minimizar o sofrimento daquela recém mulher.
- E-eu... f-fiz isso por você, Bruno. Fiz por amor... Os olhos de Adenaíra voltaram a se fechar.
- Doutor... Quais as chances? - perguntou o angustiado rapaz.
- Depende muito. Ela pode simplesmente se entregar à doença, e as chances serão mínimas. Mas se ela se apegar a algo que a faça querer viver, e se o antibiótico em stock não for de Maizena, talvez ela tenha alguma chance.
- É uma pena... Gostaria de poder ajudar.
- Você pode! - disse o médico - Ela o ama! Dê-lhe esperanças!
Bruno continuava perdidamente apaixonado por Jeitosinha. E o que é pior: por Jeitosinha completa, versão de fábrica. "Se Adenair soubesse que seu sacrifício ao realizar a cirurgia apenas aumentou o abismo entre nós...", reflectiu. Mas por outro lado, tentar salvar uma vida era motivação suficiente para fazê-lo recuperar o amor pela sua própria existência, depois da grande desilusão de encontrar a amada trabalhando num bordel. Via como algo mais que uma simples coincidência o facto de que estavam juntos num mesmo ambulatório.
- Tudo bem, doutor. Eu vou ajudar! - concluiu, conformado com aquele jogo do destino.
Em sua casa, sozinho no quarto, Ambrósio tentava reorganizar suas idéias. Será que foi mesmo vítima de Jeitosinha? E os homens verdes? Novas imagens se formaram em sua mente depois do choque diante da detective Vanessa. Lembrava-se, remotamente, de uma linda menina loira, que ele amava muito. Sim, talvez fosse Jeitosinha. Ele começava a se lembrar dela. Para preservar sua sanidade, Ambrósio estava disposto a não associar a filha àquela cena dantesca, e simplesmente esquecer o ocorrido.
Mas Jeitosinha não. "Aproveitando-se do facto de que estavam a sós na casa, a moça entrou no quarto dos pais para conversar com o seu deformado genitor...
- Papai...
- J-jeitosinha? - Ambrósio ainda tinha uma ponta de medo na voz
- D-desculpe-me pelas acusações na sala. Minha cabeça não anda boa.
- Engana-se, velho sórdido. Sua cabeça anda melhor do que você pensa.
Ambrósio foi tomado pelo pânico! Aquele sorriso sarcástico e cruel! Sim, não fora uma fantasia! Jeitosinha o havia mutilado com a moto-serra!
- Não! - Gritou o homem - Me deixe em paz! Socorro!
- Grite... Ninguém lhe ouvirá.
- Não me mate! - implorou, de joelhos, abraçando os pés da loira.
- Eu não seria tão imbecil. Não agora, com aquela detective intrometida por perto. Mas eu lhe aviso: se repetir aquelas acusações para quem quer que seja, não pensarei duas vezes antes de consumar o serviço que pensei ter finalizado...
- Sim, sim... - disse Ambrósio, patético, entre lágrimas - Serei um túmulo! Mas... Por favor, me ajude... Ainda não sei se estou bem... Me lembro de algumas imagens completamente surreais... Homens verdes e... e.. Jeitosinha sorriu maliciosamente, abriu o zíper expôs seu enorme mistério.
- Sim, Ambrósio. Pelo menos isto é real. Mas que história é essa de homens verdes? Que idiota colocaria estúpidos homens verdes em nossas vidas, tão quotidianas?
O homem sacudiu a cabeça, confuso. Jeitosinha acariciou sua cabeça, fazendo homem se encolher ainda mais. - Vou deixar-lhe em paz por enquanto. Mas tenho um pedido, papai: você me ajudará no meu próximo plano de vingança... .

Lágrimas no hospital! Sexo e violência! Não perca próximo capítulo. Só faltam 4 para o desfecho de tão emocionante quanto épica saga!

sábado, julho 2

Segundo a Revista Visão:
“O ex-presidente da Câmara de Oeiras foi constituído arguido no âmbito de um processo que envolve contas bancárias do ex-autarca (ou do sobrinho?), na Suiça. O facto não impede, infelizmente, que o famigerado Isaltino Morais continue a sua pré-campanha à Câmara de Oeiras”

Fonte próxima do antigo ministro do Ambiente, diz que o ex-autarca foi informado da decisão do Ministério Público «há cerca de três semanas», o que permitirá a Isaltino Morais saber quais os crimes de que é suspeito.

A democracia devia precaver-se contra estes casos e impedir que pessoas com processos pendentes na Justiça, pudessem ser elegíveis.

AS CONTAS DO SOBRINH0

Segundo a Revista Visão: “O ex-presidente da Câmara de Oeiras foi constituído arguido no âmbito de um processo que envolve contas bancárias do ex-autarca (ou do sobrinho?), na Suiça. O facto não impede, infelizmente, que o famigerado Isaltino Morais continue a sua pré-campanha à Câmara de Oeiras”

Fonte próxima do antigo ministro do Ambiente, diz que o ex-autarca foi informado da decisão do Ministério Público «há cerca de três semanas», o que permitirá a Isaltino Morais saber quais os crimes de que é suspeito.A democracia devia precaver-se contra estes casos e impedir que pessoas com processos pendentes na Justiça, pudessem ser elegíveis.

sexta-feira, julho 1

MEMÓRIA

01/07/04 - NÃO NOS PODEMOS CALAR
Eles vêem de mansinho, vão tomando conta de tudo, vão-se infiltrando e, quando menos esperarmos, temos os quartos e casas de banho de São Bento esparramados nas páginas das revistas d’El Coracón.
Um destes dias, acordamos e temos a residência oficial do primeiro-ministro, infestada de “galinhas” do Jet 7.

"Na primeira noite
Eles aproximam-se
E colhem uma Flor
Do nosso jardim
E não dizemos nada.

Na segunda noite,
Já não se escondem:
Pisam as flores
Matam o nosso cão,
E não dizemos nada.

Até que um dia
O mais frágil deles
Entra sozinho em nossa casa,
Rouba-nos a lua e,
Conhecendo nosso medo,
Arranca-nos a voz da garganta
E porque não dissemos nada,
Já não podemos dizer nada."

(Eduardo Alves da Costa)

ALENTEJO

Capela de S. João - Seda

quinta-feira, junho 30

INVESTIGAÇÃO

Uma investigação com vista a determinar o que é realmente sexo, deu os seguintes resultados:

Segundo os médicos é uma doença, porque acabas sempre na cama.

Segundo os advogados é uma injustiça, porque há sempre um que fica por baixo.

Segundo os alentejanos é uma máquina perfeita, porque é a única em que se trabalha deitado.

Segundo os arquitectos é um erro de projecto, porque a área de lazer fica muito próxima da área de saneamento.

Segundo os políticos é um acto de democracia perfeito, porque todos gozam independentemente da posição.

Segundo os economistas é um efeito perverso, porque entra mais do que sai. Às vezes, nem se sabe bem o que é activo, passivo, ou se há valor acrescentado.

Segundo os contabilistas é um exercício perfeito: entra o bruto, faz-se o balanço, tira-se o bruto e fica o líquido. Em alguns casos, pode ainda gerar dividendos.

Segundo os matemáticos é uma equação perfeita. A mulher coloca a unidade entre parênteses, eleva o membro à potência máxima e extrai-lhe o produto, reduzindo-o à sua mínima expressão.

Segundo os psicólogos, é f- - - - - de explicar..."

MEMÓRIA

30-06-04 - OS MEUS PARABENS
Agora que já está tudo consumado, não quero deixar de dar os meus parabéns a José Manuel Durão Barroso.
Ele tem todas as qualidades necessárias a um político ganhador. É vira-casacas, falso, mentiroso, maleável, seguidista, deslumbrado, etc.
Só com todas estas qualidades, se pode ir do MRPP, a Presidente da Comissão Europeia.
Agora, vamos a votos.

quarta-feira, junho 29

IGREJA MATRIZ -SEDA

Isto é só uma experiência.

MEMÓRIA

29/06/04 - HONRA PARA O PAÍS?
Não vejo onde possa estar a honra para Portugal, na escolha de Barroso para a presidência da Comissão Europeia.
Antes pelo contrário. Depois de muitos nomes vetados por um ou outro dos grandes países e de alguns convites recusados por políticos que colocaram o interesse dos seus paíes antes dos interesses pessoais, o Zé Manel foi a enésima hipótese, e cobardemente aceitou, fugiu ás responsabilidades que assumiu. “Eu não fujo”, dizia.
Segundo o Financial Times,”Um obscuro político de um pequeno país, com problemas para se manter como chefe de governo”
Quais são as qualidades do homem? Ter ganho as eleições ao PS, com 2% de vantagem, perante a desistência de Guterres? Depois foi só mentiras e crise…
Na Europa nada muda, depois de Jaques Santerre e de Romano Prodi, vamos ter mais do mesmo. Um carácter seguidista e maleável como querem os políticos que mandam realmente.
Senão, teriam escolhido ,Javier Solana.

MENSAGEM - Fernando Pessoa

MAR PORTUGUÊS X

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

terça-feira, junho 28

LÓGICA INFANTIL

TÁCTICAS INFALÍVEIS"

Diz a toda a gente o quanto gostas dela. E não te importes se os pais dela estiverem ao pé." Manuel – 8 anos

"Levá-la a comer batatas fritas, costuma funcionar." Bernardo – 9 anos

"Eu gosto de hambúrgueres e também gosto de ti." Luís – 6 anos

"Abanamos as ancas e rezamos para que tudo corra pelo melhor. "Carla – 9 anos

segunda-feira, junho 27

MORDOMIAS DE RICO

O que é que justifica que as Forças Armadas tenham três subsistemas de saúde (um para cada um dos três ramos), independentes entre si, e independentes do SNS?
E porquê três institutos de ensino superior?
A fusão anunciada pelo Ministro da Defesa revela a mais elementar racionalidade financeira.

domingo, junho 26

MEMÓRIA

26/06/04 - 0 RATO ABANDONA O BARCO?
Quem diria. Alguém que baseou uma campanha na «fuga» de Guterres, e que sempre prometeu não o fazer nunca.
A queda do Zé Manel para «virar a casaca», volta a atacar. Agora quer a Comissão Europeia, até quando?
Para futuro primeiro-ministro o Lopes? Só se for por anedota.
Um governo de Revistas Cor-de-Rosa? E os ministros? Lili Caneças? Paula Bobone? Zé Castelo Branco? Octávio Machado para o desporto?
Será que aproveitando os seus vastos conhecimentos, vai convidar Machado de Assis para a cultura? E que lugar para Frèderic Chopin e o seu violino?

O governo de Barroso trouxe-nos para o fundo do «buraco». Um governo do Lopes, levar-nos-ia ao ridículo!

(26/06/05 – Mal podíamos nós imaginar a praga que ia assolar a nossa terra…)

A VERDADEIRA IDENTIDADE DE JEITOSINHA (autor desc.)

Capítulo XXIV - Ele morreu?
A detective Vanessa sentou-se no sofá que outrora estivera coberto pelo sangue de Ambrósio. Acendeu um cigarro e cruzou lentamente as pernas, numa cena que lembrava Sharon Stone em "Instinto Selvagem".
- Creio que você chegou tarde... - apressou-se a explicar Marilena. Meu marido já voltou.
- Ele é o Ambrósio? - Espantou-se Vanessa, sem conseguir esconder sua expressão de asco - E o que... ou quem fez isso a ele?
- Ainda não sabemos - disse Arlindo.
- Com certeza foi algum acidente... - emendou Jeitosinha, um pouco nervosa.
A experiente Vanessa percebeu o ambiente pesado do lar. "Aqui, com certeza, se escondem grandes segredos", pensou.
Fascinada por seu ofício, naquele momento a bela detective soube que não teria sossego enquanto não desvendasse cada detalhe do que já chamava de "Caso Ambrósio".
- Conte-me, meu bom homem. Quem o feriu?
Ambrósio tremeu à simples lembrança de fragmentos da cena, que ele nem sequer conseguia verbalizar.
- N-não me lembro. Não quero saber. Eu estou bem.
A mulher tocou Ambrósio carinhosamente.
- Procure se lembrar... Estas marcas... Foi, sem dúvida, uma arma cortante. Talvez uma lâmina grossa... Uma serra...
- Não! - Ambrósio encolheu-se, em pânico, protegendo a cabeça com as mãos...
Jeitosinha sentiu um arrepio na espinha. E se o pai recobrasse a memória?
A detective Vanessa continuou seu trabalho.
- Procure se lembrar... Uma pessoa, uma imagem...
Ambrósio subitamente silenciou-se. Com os olhos fixos na linda policial exclamou baixinho:
- Sim... Eu me lembro de algo. Sim!
- O quê? O quê? - A excitação de Vanessa era quase sexual.
- Foi ela! Foi ela! - gritou, apontando para Jeitosinha.
- É mentira! - Gritou Jeitosinha.
- "Cale-se! Deixe o homem concluir seu relato!" - disse a detective. E voltando-se para Ambrósio: - Diga, senhor... Ela fez isso com você. E depois?
- Depois homens verdes, numa nave espacial me trouxeram de volta à vida!
A policial sorriu, constrangida, e abraçou o fragilizado Ambrósio.
- Homens verdes? É uma alucinação, sem dúvida... Por hoje é só. Mas me aguardem. Vou continuar as investigações.
Jeitosinha sentiu-se mais leve. Marilena e Arlindo olharam para o pai e para a loira, com expressões indecifráveis.
Longe dali, a primeira coisa que Bruno viu foi uma luz branca e intensa. O rosto de Jeitosinha sorria para ele, emoldurada por centenas de pénis de todos os tamanhos e formas.
- Estou no paraíso! - sussurrou.
Mas o delírio foi interrompido pela penetração contundente de uma agulha de injecção. De olhos abertos, o confuso rapaz viu um homem de roupa alva, parado ao lado da cama de hospital onde estava deitado.
- Você nasceu de novo, filho. A bala acertou de raspão a sua fronte.
- O-onde estou? - No ambulatório de um hospital público.
Bruno percorreu o lugar com os olhos e não acreditou no que viu. Com uma touca cobrindo os cabelos, adormecida na cama ao lado, encontrava-se ninguém menos que sua amada.
- Jeitosinha! - Exclamou.
- Só se for nome de guerra... - corrigiu o médico - Ele chegou aqui como Adenair e agora é Adenaíra...
-Adenaíra? - espantou-se.
- Sim... Ele submeteu-se ontem a uma cirurgia para mudança de sexo. Mas talvez nunca aproveite sua nova anatomia...
- "Porquê doutor? Porquê doutor?" - O homem tomou um longo fôlego antes de explicar a Bruno o drama do ex-irmão, agora irmã, de Jeitosinha.

Gente, já pensou isso no cinema, com a Cameron Diaz de Jeitosinha?

sábado, junho 25

PROGRESSO

É preciso ter azar! Costuma dizer-se que o pão dos pobres cai sempre com a manteiga para baixo, e é bem verdade.
Finalmente a Banda Larga chegou aqui ao “enterior desquecido e ostracizado”.
Eu, com o meu espírito pioneiro, resolvi logo aderir. Se bem o pensei, melhor o fiz.
Adquiri o Kit, fiz a adesão, e quando me comunicaram que a conta já estava activa, tentei a instalação.
Qual não foi o meu espanto e decepção, quando CD ficou mudo e quedo.
No meu entender informático de pacotilha, forneceram-me material com “bichos”.

Por falar em bichos, ou melhor em “bichas”. A província já não é o que era..
Para aproveitar o fim-de-semana, a festa de S. João foi feita ontem á noite.
A atracção, coisa impensável há uns anos atrás, foi o Alex, Mister Gay.
È o progresso. O mês passado tivemos o Jantar Leonino, e como uma desgraça nunca vem só, agora o São João Maricas.
Que mais nos irá acontecer?

quinta-feira, junho 23

FORA DO TEMPO

Péricles (político democrata ateniense, século V A. C., um dos mais brilhantes cidadãos da civilização grega):
"As mulheres, os escravos e os estrangeiros não são cidadãos."

Napoleão Bonaparte (imperador francês, século XIX):
"As mulheres nada mais são do que máquinas de fazer filhos."

Demóstenes (político ateniense, século IV A. C):
"A mulher deve pedir ao seu marido, antes de ele morrer, que ele lhe designe um tutor, ou até, se for da conveniência dele, um segundo marido."

MEMÓRIA

23/06/04 - QUE SORTE A NOSSA!
O primeiro-ministro e líder do PSD, Durão Barroso, tem sido apontado cada vez mais como o favorito à sucessão de Romano Prodi na presidência da Comissão Europeia.
Para vários responsáveis europeus, o perfil do chefe do Governo português corresponde aos critérios preferidos pela generalidade dos Estados-membros: pertence ao «clube» exclusivo dos primeiros-ministros, é originário de um pequeno país e pertence à família do PPE, que ganhou as europeias a 13 de Junho.
O nome do primeiro-ministro foi ponderada durante a cimeira dos líderes da UE, que decorreu entre quinta e sexta-feira passada, em Bruxelas, tendo sido apoiado pelo seu homólogo britânico, Tony Blair, depois de ter ficado claro que nenhum dos dois candidatos iniciais - o belga Guy Verhofstadt e o britânico Chris Patten - conseguiriam obter um consenso.

Iremos ver-nos livres dele?

quarta-feira, junho 22

MENSAGEM - Fernando Pessoa

MAR PORTUGUÊS IX

ASCENSÃO DE VASCO DA GAMA

Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra
Suspendem de repente o ódio da sua guerra
E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus
Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus,
Primeiro um movimento e depois um assombro.
Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro,
E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões.

Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta
Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões,
O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.