“Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo... Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer porque eu sou do tamanho do que vejo, e não do tamanho da minha altura... Nas cidades a vida é mais pequena que aqui na minha casa no cimo deste outeiro. Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave, escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu, ..” (Alberto Caeiro)
Eu quero bater, bater perdidamente! (no Mello)
bater só por bater: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...(basicamente o Mello)
Bater! Bater! E não perdoar ninguém! (já disse, o Mello)
…
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem? (estamos a falar do Mello)
Quem disser que se pode bater em alguém (no Mello)
Durante a vida inteira é porque mente! (ele foge)
…
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
…
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar... (com o Mello e bater, bater, no Mello)
…
Nota do Editor: Perguntar-me-ão e muito bem, porque é que eu edito este atentado á memória de Florbela Espanca? É simples. “Isto” foi-me enviado por uma senhora, ou mentalmente desequilibrada, ou sob o efeito de alguma substância ilegal. Mas como jurou que se eu não editasse, cortava os pulsos, aqui deixo umas das mistelas que me enviou.
“Quando em Janeiro de 1915 eu embarcava para a África como expedicionário ao Sul de Angola, quiz o acaso dar-me por companheiro de viagem um rapaz natural da vila de Chança, com quem me relacionei desde o primeiro dia de embarque. Foi, pois, a bordo do pequeno «Insulano» que aquele meu amigo me contou uma história que nunca mais me esqueceu e que sempre me há-de lembrar. É uma história triste e comovente, àcêrca de certos amores…que me disse ter ouvido um dia a seus avós, e a mesma que se fala mais adiante nêste livro. Tendo regressado à Metrópole, ainda nos fins dêsse ano, por falta de saúde, fui durante a convalescença de 40 dias, que me foram arbitrados para gosar na terra da minha naturalidade, que tive a ocasião de ir a Chança colher a maior soma de informações que me foi possível, àcêrca deste caso. E vendo excedida tôda a minha espectativa nas diligências perscrutadoras a que então procedi, não obstante a data já longuínqua dos factos e a falta lamentavel de certos documentos e atendendo ainda ao pedido insistente dalguns amigos, não pude resistir à tentação de escrever êste romance, se romance se lhe pode chamar, atendendo na pobreza do estilo e na humilde singeleza da sua linguagem. Valor literário, sei, portanto, que nenhum tem. Porém, resta-me a consoladora convicção de que a sua leitura a ninguêm fará mal, e antes a muita gente poderá fazer bem. É esta a única glória a que posso aspirar. Já em meados de 1916, êste modestíssimo trabalho dera entrada numa das principais casas editoras do Pôrto. Mas, por motivos cuja explicação ao leitor se tornaria prolixa, tive de esperar que decorresse um certo tempo, e daí a razão porque só hoje aparece à luz da publicidade.
Lisboa, 8 de Janeiro de 1925.
O autor”
Joaquim da Silva Godinho
Nota: Se alguém tiver o livro, ou alguma informação sobre o autor, agradeço que me contactem.
Olá. Eu sou uma ouvinte da Rádio Álamo, fiz este poema para lhe dedicar e gostava de o ler ao microfone. Sei lá, é um sonho que eu tenho.
Rádio Álamo, rádio do coração
oiça sua rádio de caneca na mão
Rádio Álamo é pra toda a pipulação
é pró menino é prá menina
é pró gato é pró cão
Na sua rádio local
há pouco há de tudo
a melhor rádio pró pessoal
ouvir agora no entrudo
A música é da bôa
bonita e bem gostosa
oiça música à tôa
é pra quem gosta dela pirosa
Rádio Álamo videsde vêr
não percam a emissão
o melhor que se pode ter
aqui em Alter do Chão
Oiça a sua rádio local
a emissão está no ar
diária ou semanal
oiça até se fartar (prái uns 5mn)
(fantasma)
Nota: Minha querida, acho melhor não tentar. Sabe como é, os telefones estão caros, ia gastar muito na chamada... Posso dar-lhe um conselho? Compre linha e agulhas de crochet e faça um naperon para lhe oferecer. Talvez até descubra os seus talentos. Mas poemas não, por favor...
A Chica tinha duas explicações, para as bebedeiras, que dependiam do seu estado de espírito. Quando estava de bem com ele, jurava a pés juntos que era o malandro do Malaquias que punha uma droga no vinho. Que desde que a mulher lhe tinha posto os cornos e fugido com o louceiro, só queria ver desgraça na casa alheia. Quando andava atacada de ciumeira, a culpa continuava a ser do corno do Malaquias; mas por causa da "vaca" da ucraniana de grandes tetas, com quem vivia amasiado e que tinha a servir ao balcão.
Joaquim Botas Castanho, Personalidade do Ano 2009 Manifestar reconhecimento público a pessoas que se evidenciaram pela nobreza do seu carácter e pela excepcionalidade das suas acções é o grande objectivo da iniciativa de O MIRANTE denominada Prémios Personalidade do Ano que teve a sua primeira edição em Fevereiro de 2006. Este ano O MIRANTE vai entregar os prémios, hoje, dia 11 de Fevereiro, no Cine-Teatro de Ourém. Quim Zé Lourenço aquece o serão com canções do poeta José Carlos Ary dos Santos, uma personalidade indiscutível e eterna da poesia portuguesa
Joaquim Botas Castanho nasceu há 70 anos no Alto Alentejo, em Seda, Alter do Chão, mas fez o seu percurso profissional em Santarém, como alto quadro dos serviços distritais de segurança social e de saúde. Licenciado em sociologia, foi professor, autarca e é cônsul honorário do Brasil na cidade onde reside há mais de 40 anos. Dedica o seu tempo à família, aos amigos e à pesca, uma actividade que considera fundamental para o seu equilíbrio.
Esteve oito anos na vida autárquica. Enquanto vice-presidente da câmara e presidente da administração dos Serviços Municipalizados de Santarém tem obra de que se pode orgulhar, como a cobertura do concelho com água canalizada praticamente a cem por cento. Quando deixou o cargo, no início de 2002 confessou ter ficado vacinado da política mas a vida prega partidas e em Junho de 2009 foi convidado para exercer o cargo de governador civil de Santarém. Como raramente recusa um desafio, aceitou. Após as eleições legislativas de Setembro, o novo Governo não lhe renovou o convite. E ele agradeceu. É o segundo militante mais antigo do PS escalabitano mas a sua participação limita-se ao pagamento das quotas.
Aposentado da função pública, dedica hoje muito do seu tempo à família, com especial atenção para as duas netas, e à pesca. Pelo menos uma vez por semana lá vai com o equipamento para as barragens de Montargil e do Maranhão, para a ribeira do Cabeção ou para o açude de Santa Margarida. É uma actividade essencial ao seu “equilíbrio bio-psíquico”, confessa. “Tenho razões mais que suficientes para acabar com tudo o resto”, acrescenta.
De porte altivo e personalidade reservada - “só como defesa” -, Joaquim Botas Castanho transfigura-se nos convívios com os amigos, seja na pesca seja nas incursões gastronómicas em que regularmente participa. Porque é dos que acreditam que as amizades se cultivam e aprofundam à volta da mesa. E há mesmo quem não dispense ouvi-lo a cantar fados, baladas ou o clássico poema Pedra Filosofal de António Gedeão. “Já antes do 25 de Abril cantava baladas do Zeca Afonso, tenho algum domínio de voz. Mas só canto entre amigos e só quando me pedem e eu estou bem disposto”, confessa o alentejano que há 43 anos foi viver para Santarém e lá fez vida.
Depois de por diversas vezes jurar a pés juntos que não seria candidato á presidencia do PSD, por estar "focado" no Parlamento Europeu, Paulo Rangel mostro que é um bom político. Isto é, não tem palavra.
E se não bastasse, ainda passou a perna ao "mastronso" Aguiar Branco.