segunda-feira, dezembro 12

COBARDIA

Foram nojentas as imagens daquele "porco fascista" a agredir Mário Soares.
Não concordo com a Comunicação Social, quando "noticia", « um ex-combatente».
Conheço muitos ex-combatentes, e nenhum tem nada a ver com este troglodita asqueroso.
Foi gente desta que oprimiu de tal maneira os povos das ex-colónias, de modo a dar a descolonização que deu.

domingo, dezembro 11

O PEQUENO PRINCIPE (A. de Saint-Exupéry)

Capítulo XV
O sexto planeta era dez vezes maior. Era habitado por um velho que escrevia livros enormes.

- Bravo! eis um explorador! exclamou ele, logo que viu o principezinho.
O principezinho assentou-se na mesa, ofegante. Já viajara tanto!
- De onde vens? perguntou-lhe o velho.
- Que livro é esse? perguntou-lhe o principezinho. Que faz o senhor aqui?
- Sou geógrafo, respondeu o velho.
- Que é um geógrafo? perguntou o principezinho.
- É um sábio que sabe onde se encontram os mares, os rios, as cidades, as montanhas, os desertos.
É bem interessante, disse o principezinho. Eis, afinal, uma verdadeira profissão! E lançou um olhar em torno de si, no planeta do geógrafo. Nunca havia visto planeta tão majestoso.
- O seu planeta é muito bonito. Haverá oceanos nele?
- Como hei de saber? disse o geógrafo.
- Ah! (O principezinho estava decepcionado.) E montanhas?
- Como hei de saber? disse o geógrafo.
- E cidades, e rios, e desertos?
- Como hei de saber? disse o geógrafo pela terceira vez.
- Mas o senhor é geógrafo!
- É claro, disse o geógrafo; mas não sou explorador. Há uma falta absoluta de exploradores. Não é o geógrafo que vai contar as cidades, os rios, as montanhas, os mares, os oceanos, os desertos. O geógrafo é muito importante para estar passeando. Não deixa um instante a escrivaninha. Mas recebe os exploradores, interroga-os, anota as suas lembranças. E se as lembranças de alguns lhe parecem interessantes, o geógrafo estabelece um inquérito sobre a moralidade do explorador.
- Por que?
- Porque um explorador que mentisse produziria catástrofes nos livros de geografia. Como o explorador que bebesse demais.
- Por que? perguntou o principezinho.
- Porque os bêbados vêem dobrado. Então o geógrafo anotaria duas montanhas onde há uma só.
- Conheço alguém, disse o principezinho, que seria um mau explorador.
- É possível. Pois bem, quando a moralidade do explorador parece boa, faz-se uma investigação sobre a sua descoberta.
- Vai-se ver?
- Não. Seria muito complicado. mas exige-se do explorador que ele forneça provas. Tratando-se, por exemplo, de uma grande montanha, ele trará grandes pedras.
O geógrafo, de súbito, se entusiasmou:
- Mas tu vens de longe. Tu és explorador! Tu me vais descrever o teu planeta!
E o geógrafo, tendo aberto o seu caderno, apontou o seu lápis. Anotam-se primeiro a lápis as narrações dos exploradores. Espera-se, para cobrir à tinta, que o explorador tenha fornecido provas.
- Então? interrogou o geógrafo.
- Oh! onde eu moro, disse o principezinho, não é interessante: é muito pequeno. Eu tenho três vulcões. Dois vulcões em atividade e um vulcão extinto. A gente nunca sabe...
- A gente nunca sabe, repetiu o geógrafo.
- Tenho também uma flor.
- Mas nós não anotamos as flores, disse o geógrafo.
- Por que não? É o mais bonito!
- Porque as flores são efémeras.
- Que quer dizer "efémera"?
- As geografias, disse o geógrafo, são os livros de mais valor. Nunca ficam fora de moda. É muito raro que um monte troque de lugar. É muito raro um oceano esvaziar-se. Nós escrevemos coisas eternas.
- Mas os vulcões extintos podem se reanimar, interrompeu o principezinho. Que quer dizer "efémera"?
- Que os vulcões estejam extintos ou não, isso dá no mesmo para nós, disse o geógrafo. O que nos interessa é a montanha. Ela não muda.
- Mas que quer dizer "efémera"? repetiu o principezinho, que nunca, na sua vida, renunciara a uma pergunta que tivesse feito.
- Quer dizer "ameaçada de próxima desaparição".
- Minha flor estará ameaçada de próxima desaparição?
- Sem dúvida.
Minha flor é efémera, disse o principezinho, e não tem mais que quatro espinhos para defender-se do mundo! E eu a deixei sozinha!
Foi seu primeiro movimento de remorso. Mas retomou coragem:
- Que me aconselha a visitar? perguntou ele.
- O planeta Terra, respondeu-lhe o geógrafo. Goza de grande reputação...
E o principezinho se foi, pensando na flor.

sábado, dezembro 10

O MENOS MAU

Excelente desempenho de Francisco Louçã, encostou Cavaco ás cordas.
O homem só consegue dizer duas coisas seguidas se for sobre economia.

sexta-feira, dezembro 9

CONTINUA MAU

O debate de ontem entre Jerónimo e Soares, foi igualmente aborrecido.
Jerónimo, usou o habitual registo do PC, (a cassete), mas mais simpático.
Soares, sem chama, apagado, definitivamente velho.
Hoje os telespectadores da SIC Notícias á pergunta:
Quem ganhou o debate?
Responderam; 70% Jerónimo de Sousa, 30% Mário Soares.

quinta-feira, dezembro 8

FOI BOM

Benfica -2 Man.Uni -1
Foi bom de ver a Catedral da Luz voltar às grandes Noites Europeias.
65.000 corações ao rubro assistiram a um jogo de dois dos maiores baluartes do futebol do velho continente.
O Glorioso ganhou, quando pouca gente esperava.
E a festa foi bonitaaaaa...

FOI MAU

O debate de segunda-feira.
Foi aborrecido de morrer e de debate não teve nada. Não passou de dois monólogos desinteressantes.
Está tudo feito para beneficiar Cavaco. Basta chegar, abotoar aquela máscara esfíngica que Deus lhe deu, e debitar meia-dúzia de banalidades.
Sem estar sujeito á réplica, são favas contadas.

terça-feira, dezembro 6

OS PAPA MISSAS

Diz o povo e com razão, “Se queres ser bom, morre ou ausenta”.
Este fim-de-semana foi de romaria a Sá Carneiro, já há muitos anos a mais importante festa “das direitas”.
E lá foram desfiando os habituais encómios: “pai da democracia”, “grande estadista”, “político de eleição”, enfim, aquelas coisas que se dizem de quem já não nos pode fazer sombra.
Obviamente que o homem não foi nada disso, se outras razões não houvessem, porque não teve tempo.
Mas foi bonito de constatar, que só alguém definitivamente “mortinho da silva”, podia juntar na mesma mesa, ou na mesma missa, Mendes e Menezes, Durão e Marcelo, Lopes e Cavaco, um autentico “Saco de Gatos”.

segunda-feira, dezembro 5

A MESMA RECEITA?

Esta gente está plenamente convencida que as pessoas são estúpidas. Serão os seus acólitos…

João Paulo II,o papa supersticioso, que acreditava em milagres e na bondade do Opus Dei, está a caminho da beatificação com um feito ocorrido em França.
Segundo a Agência Ecclesia, uma Irmã religiosa, quem diria, vítima de cancro, obteve a cura sem explicação científica.
Este milagre vem a calhar para a carreira de santidade do papa polaco, pela qual zelam os meios mais conservadores da igreja.
O milagre foi adjudicado ao cadáver do Papa. E veio mesmo a calhar…
Tem graça. Já o fascista Escrivã de Ballaguer, começou a corrida para a santidade com um milagre da mesma especialidade numa freira, também, cuja madre superiora até desconhecia que estava doente.

domingo, dezembro 4

O PEQUENO PRINCIPE (A. de Saint-Exupéry)

Capítulo XIV
O quinto planeta era muito curioso. Era o menor de todos. Mal dava para um lampião e o acendedor de lampiões...
O principezinho não podia atinar para que pudessem servir, no céu, num planeta sem casa e sem gente, um lampião e o acendedor de lampiões. No entanto, disse consigo mesmo:
- Talvez esse homem seja mesmo absurdo. No entanto, é menos absurdo que o rei, que o vaidoso, que o homem de negócios, que o beberrão. Seu trabalho ao menos tem um sentido. Quando acende o lampião, é como se fizesse nascer mais uma estrela, mais uma flor. Quando o apaga, porém, é estrela ou flor que adormecem. É uma ocupação bonita. E é útil, porque é bonita.
Quando abordou o planeta, saudou respeitosamente o acendedor:
- Bom dia. Por que acabas de apagar teu lampião?
- É o regulamento, respondeu o acendedor. Bom dia.
- Que é o regulamento?
- É apagar meu lampião. Boa noite.
E tornou a acender.
- Mas por que acabas de o acender de novo?
- É o regulamento, respondeu o acendedor.
- Eu não compreendo, disse o principezinho.
- Não é para compreender, disse o acendedor. Regulamento é regulamento. Bom dia.
E apagou o lampião.
Em seguida enxugou a fronte num lenço de quadrinhos vermelhos.
- Eu executo uma tarefa terrível. Antigamente era razoável. Apagava de manhã e acendia à noite. Tinha o resto do dia para descansar e o resto da noite para dormir...
- E depois disso, mudou o regulamento?
- O regulamento não mudou, disse o acendedor. Aí é que está o drama! O planeta de ano em ano gira mais depressa, e o regulamento não muda!
- E então? disse o principezinho.
- Agora, que ele dá uma volta por minuto, não tenho mais um segundo de repouso. Acendo e apago uma vez por minuto!
- Ah! que engraçado! Os dias aqui duram um minuto!
- Não é nada engraçado, disse o acendedor. Já faz um mês que estamos conversando.
- Um mês?
- Sim. Trinta minutos. Trinta dias. Boa noite.
E ascendeu o lampião.
O principezinho considerou-o, e amou aquele acendedor tão fiel ao regulamento. Lembrou-se dos pores-do-sol que ele mesmo produzia, recuando um pouco a cadeira. Quis ajudar o amigo.
- Sabes? Eu sei de um modo de descansar quando quiseres...
- Eu sempre quero, disse o acendedor.
Pois a gente pode ser, ao mesmo tempo, fiel e preguiçoso.
E o principezinho prosseguiu:
- Teu planeta é tão pequeno, que podes, com três passos, dar-lhe a volta. Basta andares lentamente, bem lentamente, de modo a ficares sempre ao sol. Quando quiseres descansar, caminharás... e o dia durará quanto queiras.
- Isso não adianta muito, disse o acendedor. O que eu gosto mais na vida é de dormir.
- Então não há remédio, disse o principezinho.
- Não há remédio, disse o acendedor. Bom dia.
E apagou seu lampião.
Esse aí, disse para si o principezinho, ao prosseguir a viagem para mais longe, esse aí seria desprezado por todos os outros, o rei, o vaidoso, o beberrão, o homem de negócios. No entanto, é o único que não me parece ridículo. Talvez porque é o único que se ocupa de outra coisa que não seja ele próprio.
Suspirou de pesar e disse ainda:
- Era o único que eu podia ter feito meu amigo. Mas seu planeta é mesmo pequeno demais. Não há lugar para dois...
O que o principezinho não ousava confessar é que os mil quatrocentos e quarenta pores-do-sol em vinte e quatro horas davam-lhe certa saudade do abençoado planeta.

sábado, dezembro 3

FRASES CÉLEBRES

“EU DISCONCORDO COM O QUE VOCÊ DISSE"
(DERLEI, do F. C. PORTO, numa entrevista ao Record)

“NO PORTO É TODO MUNDO MUITO SIMPÁTICO. É UM POVO MUITO HOSPITALAR"
(DECO, ao comentar a hospitalidade do povo tripeiro)

quinta-feira, dezembro 1

LAICISMO

O CDS/PP pediu ao Governo informações sobre o processo de retirada de crucifixos das escolas, alertando que «qualquer hostilidade dirigida contra símbolos religiosos não pode deixar de ser entendida como vulgar expressão de intolerância»

Nota
Confesso que os “crucifixos” não me incomodam sobremaneira.
Vêm me á memória os meus tempos de escola, em que o “crucificado” estava ladeado sempre pelos dois “ladrões”, Tomáz e Salazar.
Como os esbirros já se foram, e já lá vão os tempos de conluio da igreja com a ditadura, já não há nenhum perigo.
Os miúdos, estão-se “borrifando” para um bonequinho no qual nem reparam e que não lhes diz absolutamente nada.
Só o que me incomoda, é que a proliferação de símbolos de seitas, sejam elas quais forem, demonstram o atraso da sociedade.

quarta-feira, novembro 30

70 ANOS

Não sou sou nada

Não posso ser nada

Nunca serei nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

terça-feira, novembro 29

FORA DO TEMPO

Yaroslao, o Sábio (grão-duque de Kiev, autor da primeira constituição russa, Século X):
"A vida de uma mulher vale metade da de um homem, no caso deste morrer, cabe ao Estado e seus parentes reclamarem indemnização."

segunda-feira, novembro 28

VIGARICE

A Greve dos Juízes do dia 26 de Outubro, segundo fontes sindicais, teve uma adesão de 95%, espantoso!
De um universo de aproximadamente 1.400 magistrados, a jornada de luta teve o apoio de 1.330, o que é um número deveras impressionante.
O estranho, é que agora veio a público, que de todos os senhores doutores, só 30% se declararam em Greve para efeitos remuneratórios, ou seja, 420, não receberam o salário.
Quer isso dizer que 910 juizes, apesar de estarem em greve, fizeram “mão leve” ao ordenado. Ou seja, por certo inadvertidamente, Roubaram o Estado.
È verdade, que em todas as profissões há “ovelhas ronhosas”, nenhuma se pode gabar de estar imune a VIGARISTAS…
O que me deixa bastante apreensivo com a qualidade da nossa Justiça, são os números.
Não me consigo abstrair que 910 em 1400, representa 65%, é de deixar os cabelos em pé. Convenhamos, que é muita gente desonesta.

domingo, novembro 27

O PEQUENO PRINCIPE (A. de Saint-Exupéry)

Capítulo XIII
O quarto planeta era o do homem de negócios. Estava tão ocupado que não levantou sequer a cabeça à chegada do príncipe.
- Bom dia, disse-lhe este. O seu cigarro está apagado.
- Três e dois são cinco. Cinco e sete, doze. Doze e três, quinze. Bom dia. Quinze e sete, vinte e dois. Vinte e dois e seis, vinte e oito. Não há tempo para acender de novo. Vinte e seis e cindo, trinta e um. Uf! São pois quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um.
- Quinhentos milhões de quê?
- Hem? Ainda estás aqui? Quinhentos e um milhões de... eu não sei mais... Tenho tanto trabalho. Sou um sujeito sério, não me preocupo com ninharias! Dois e cinco, sete...
- Quinhentos milhões de quê? repetiu o principezinho, que nunca na sua vida renunciara a uma pergunta, uma vez que a tivesse feito.
O homem de negócios levantou a cabeça:
- Há cinqüenta e quatro anos que habito este planeta e só fui incomodado três vezes. A primeira vez foi há vinte e dois anos, por um besouro caído não sei de onde. Fazia um barulho terrível, e cometi quatro erros na soma. A segunda foi há onze anos, por uma crise de reumatismo. Falta de exercício. Não tenho tempo para passeio. Sou um sujeito sério. A terceira... é esta! Eu dizia, portanto, quinhentos e um milhões...
- Milhões de quê?
O homem de negócios compreendeu que não havia esperança de paz:
- Milhões dessas coisinhas que se vêem às vezes no céu.
- Moscas?
- Não, não. Essas coisinhas que brilham.
- Abelhas?
- Também não. Essas coisinhas douradas que fazem sonhar os ociosos. Eu cá sou um sujeito sério. Não tenho tempo para divagações.
- Ah! estrelas?
- Isso mesmo. Estrelas.
- E que fazes tu de quinhentos milhões de estrelas?
- Quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e duas mil, setecentos e trinta e uma. Eu sou um sujeito sério. Gosto de exatidão.
- O que fazes tu dessas estrelas?
- Que faço delas?
- Sim.
- Nada. Eu as possuo.
- Tu possuis as estrelas?
- Sim.
- Mas eu já vi um rei que...
- Os reis não possuem. Eles "reinam" sobre. É muito diferente.
- E de que te serve possuir as estrelas?
- Servem-me para ser rico.
- E para que te serve ser rico?
- Para comprar outras estrelas, se alguém achar.
Esse aí, disse o principezinho para si mesmo, raciocina um pouco como o bêbado.
No entanto, fez ainda algumas perguntas.
- Como pode a gente possuir as estrelas?
- De quem são elas? respondeu, ameaçador, o homem de negócios.
- Eu não sei. De ninguém.
- Logo são minhas, porque pensei primeiro.
- Basta isso?
- Sem dúvida. Quando achas um diamante que não é de ninguém, ele é teu. Quando achas uma ilha que não é de ninguém, ela é tua. Quando tens uma idéia primeiro, tua a fazes registrar: ela é tua. E quanto a mim, eu possuo as estrelas, pois ninguém antes de mim teve a idéia de as possuir.
- Isso é verdade, disse o principezinho. E que fazes tu com elas?
- Eu as administro. Eu as conto e reconto, disse o homem de negócios. É difícil. Mas eu sou um homem sério!
O principezinho ainda não estava satisfeito.
- Eu, se possuo um lenço, posso colocá-lo em torno do pescoço e levá-lo comigo. Se possuo uma flor, posso colher a flor e levá-la comigo. Mas tu não podes colher as estrelas.

- Não. Mas eu posso colocá-las no banco.
- Que quer dizer isto?
- Isso quer dizer que eu escrevo num papelzinho o número das minhas estrelas. Depois tranco o papel à chave numa gaveta.
- Só isto?
- E basta...
É divertido, pensou o principezinho. É bastante poético. Mas não é muito sério.
O principezinho tinha, sobre as coisas sérias, idéias muito diversas das idéias das pessoas grandes.
- Eu, disse ele ainda, possuo uma flor que rego todos os dias. Possuo três vulcões que revolvo toda semana. Porque revolvo também o que está extinto. A gente nunca sabe. É útil para os meus vulcões, é útil para a minha flor que eu os possua. Mas tu não és útil às estrelas...
O homem de negócios abriu a boca, mas não achou nada a responder, e o principezinho se foi...
As pessoas grandes são mesmo extraordinárias, repetia simplesmente no percurso da viagem

sábado, novembro 26

GOSTAVA DE ENTENDER

O papa Bento XVI sustentará, em documento ainda não publicado, que é inadmissível para a Igreja o sacerdócio dos homossexuais
"A Igreja não pode admitir o sacerdócio daqueles que praticam o homossexualismo, apresentam tendências homossexuais profundamente arraigadas ou apoiam a chamada 'cultura gay'",
A Conferência Episcopal Alemã elogiou e o documento do Vaticano e destacou que o mesmo está em conformidade com o que se pratica há muito tempo nos seminários.
"Na prática, em nossos seminários e noviciados há muito tempo procedemos nesta direcção, o documento está em consonância com o manual "Homossexualismo e Sacerdócio", elaborado em 1999 e depois revisto em 2003 e em 2005, " disse o presidente da Conferência Episcopal, Karl Lehmann.

Nota:
Deixa-me sempre estupefacto a falta de coerência desta gente! Que importância pode ter para a igreja a tendência sexual dos padres? Não é verdade que os sacerdotes estão obrigados à abstinência sexual? Não pode influir no seu mistério pastoral, uma função que não se usa. Ou será que um homossexual que fez votos de castidade, ainda assim é um ser inferior aos olhos de Deus?
Não seria melhor este Papa preocupar-se com os padres pedófilos que tanto tem protegido?

sexta-feira, novembro 25

FIM DA FESTA

Era uma vez um povo que renasceu numa alegre manhã de Abril.
E com A Canção, descobriu que era dono do seu próprio destino, não havia mais lugar para grilhetas e tutores.
E de Abril se fez Maio. E a festa foi linda. Uma festa de solidariedade pura e límpida.
E todas as utopias foram possíveis, o futuro ali, mesmo ao alcance das nossas mãos.
As vozes cantaram, e todos os poetas de boa vontade caminhavam na mesma direcção.
E veio Março da nossa maioridade e todo o país obedeceu ao seu povo.
E estávamos no Verão Quente, com o Glorioso PREC do nosso contentamento.
Mas a alegria não dura muito em casa dos pobres, e os vampiros estavam de volta.
Num triste dia de Novembro, um general cinzento que não sabia sorrir, vingou-se, e acabou com a festa…

Eu vim de longe, de muito longe
O que eu andei pr’aqui chegar.
Eu vou p’ra longe, p’ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos p’ra nos dar…

quinta-feira, novembro 24

Pinochet foi hoje preso. Vai finalmente ser julgado.
Para qu^tanto trabalho?
Um tiro na cabeça e caixote do lixo.

domingo, novembro 20

O PEQUENO PRINCIPE (A. de Saint-Exupéry)

Capítulo XII
O planeta seguinte era habitado por um bêbado. Esta visita foi muito curta, mas mergulhou o principezinho numa profunda melancolia.
- Que fazes aí? Perguntou ao bêbado, silenciosamente instalado diante de uma colecção de garrafas vazias e uma colecção de garrafas cheias.
- Eu bebo, respondeu o bêbado, com ar lúgubre.
- Por que é que bebes? Perguntou-lhe o principezinho.
- Para esquecer, respondeu o beberrão.
- Esquecer o quê? Indagou o principezinho, que já começava a sentir pena.
- Esquecer que eu tenho vergonha, confessou o bêbado, baixando a cabeça.
- Vergonha de quê? Investigou o principezinho, que desejava socorrê-lo.
- Vergonha de beber! Concluiu o beberrão, encerrando-se definitivamente no seu silêncio.
E o principezinho foi-se embora, perplexo.
As pessoas grandes são decididamente muito bizarras, dizia de si para si, durante a viagem.

sábado, novembro 19

FORA DO TEMPO

Petrarca (poeta italiano do Renascimento, século XIV):
"Inimiga da paz, fonte de inquietação, causa de brigas que destroem toda a tranquilidade, a mulher é o próprio diabo."

quinta-feira, novembro 17

PRESIDENCIAIS

As presidenciais perderam o interesse.

Jerónimo e Louçã, são candidatos de "mentirinha"
Alegre, é um equívoco difícil de explicar.
Cavaco, para dizer disparates, mais vale estar calado.
Soares, mostra a habitual verborreia dos velhos.

Quem nos há-de valer?

quarta-feira, novembro 16

COMO OS CIGANOS...

Eu gosto dos caminhos para o sul
Onde passa o cigano e a rola brava

Como os ciganos entre sul e viagem do outro lado do rio
Como os ciganos somos de outra margem

Nosso amor é de bala e desafio
E todos os amantes são raianos

Como os ciganos de passagem
Como os ciganos

(Manuel Alegre)

terça-feira, novembro 15

MINISTRO SEM MEDO

O ministro da Indústria espanhol, José Montilla, acusou a rádio Cadeia COPE, propriedade da Conferência Episcopal, de «incitar o ódio» e de «praticar a mentira», antes da manifestação de contra a nova Lei da Educação. Em declarações aos jornalistas, Montilla exigiu «explicações» aos bispos católicos, visando em particular António Maria Rouco Varela, cardeal de Madrid e Antonio Cañizares, arcebispo de Toledo, que acusa de nada terem feito para corrigir os erros da emissão. Sublinhando que «todo o mundo tem o direito de se manifestar», Montilla apelou à «serenidade» dos que usam o «espaço radiofónico», em particular os jornalistas da COPE que dizem «barbaridades» sobre a reforma educativa e promovem «mentiras que não respeitam a liberdade». Nesse sentido, o governante critica vários dos jornalistas e comunicadores da COPE que considera «dedicarem-se à mentira e a atacar todos os que não estão do seu lado», aplicando valores que «não são nem da maioria dos crentes, nem da hierarquia da Igreja». Para Montilla, a emissora institucional da Igreja «ultrapassou a linha do respeito pela informação contrastada», já que o polémico projecto de Lei Orgânica da Educação (LOE), contestado hoje numa grande manifestação em Madrid, não afecta a inclusão da cadeira de religião nos centros públicos. O governante critica igualmente a liderança do maior partido da oposição, o Partido Popular, que participa no protesto de hoje, afirmando que a força política tem «alguma responsabilidade», depois de dois mandatos no governo, «pelo baixo nível educativo dos alunos espanhóis».

Porque é que a ICAR não se limita a “cantar missas” e “vender bulas”? Se os bispo querem fazer política, dispam as “saias” e candidatem-se.

segunda-feira, novembro 14

O MAMARRACHO




1º - Na minha modesta opinião, o “animal” não apresenta nenhuma qualidade artística.
2º - A melhor homenagem ao Alter Real, é apreciá-lo bem vivo e fazer tudo para não deixar privatizar a coudelaria.
3º - Não gosto da tendência dos nossos autarcas para Rotundas e Trambolhos e este é “dois em um”.
Depois de dois bons mandatos, o António Hemitério, não tinha precisão de “borrar a pintura”.

Como diria o Diácono Remédios: - Não havia nexexidade…

sábado, novembro 12

COLABORAÇÕES

Angola comemorou ontem trinta anos de independência.
Foram anos muito sofridos, que o povo angolano não merecia nem desejava, como ficou demonstrado após a morte de Savimbi.
Mais de vinte e seis anos de Guerra Civil da responsabilidade de Jonas Savimbi. Um fantoche criado e armado pelo Exercito Português durante a ditadura, justamente para sabotar a luta dos Movimentos de Libertação.
Quando lhe faltou esse apoio, foi procurá-lo nos racistas da Africa do Sul, ao lado dos quais participou na Invasão do seu próprio país
No dia em que finalmente foi abatido, Angola ficou em paz.

segunda-feira, novembro 7

INTIFADA?

Começou em Paris e está a espalhar-se por toda a França.
Um dia vai atingir o mundo inteiro, podem crer.
Os políticos não se preocupam em tratar da vida dos pobres.
Lá virá o dia em que os pobres vão tratar da vida aos políticos...

domingo, novembro 6

O PEQUENO PRINCIPE (A. de Saint-Exupéry)

Capítulo XI
O segundo planeta, um vaidoso o habitava.
- Ah! Ah! Um admirador vem visitar-me! exclamou de longe o vaidoso, mal vira o príncipe.
Porque, para os vaidosos, os outros homens são sempre admiradores.
- Bom dia, disse o principezinho. Você tem um chapéu engraçado.
- É para agradecer, exclamou o vaidoso. Para agradecer quando me aclamam. Infelizmente não passa ninguém por aqui.
- Sim? disse o principezinho sem compreender.
- Bate as mãos uma na outra, aconselhou o vaidoso.O principezinho bateu as mãos uma na outra. O vaidoso agradeceu modestamente, erguendo o chapéu
- Ah, isso é mais divertido que a visita ao rei, disse consigo mesmo o principezinho. E recomeçou a bater as mãos uma na outra. O vaidoso recomeçou a agradecer, tirando o chapéu.
Após cinco minutos de exercício, o principezinho cansou-se com a monotonia do brinquedo:
- E para o chapéu cair, perguntou ele, que é preciso fazer?
Mas o vaidoso não ouviu. Os vaidosos só ouvem os elogios.
- Não é verdade que tu me admiras muito? perguntou ele ao principezinho.
- Que quer dizer admirar?
- Admirar significa reconhecer que eu sou o homem mais belo, mais rico, mais inteligente e mais bem vestido de todo o planeta.
- Mas só há você no seu planeta!
- Dá-me esse gosto. Admira-me mesmo assim!
- Eu te admiro, disse o principezinho, dando de ombros. Mas como pode isso interessar-te?
E o principezinho foi-se embora.
As pessoas grandes são decididamente muito bizarras, ia pensando ele pela viagem afora.

sábado, novembro 5

FORA DO TEMPO

Jakob Sprenger (dominicano alemão do período da Inquisição, especialista em bruxarias, século XV):
"Na criação da primeira mulher houve uma falha, pois foi feita de uma costela curva. Curvada na direcção contrária à do homem. Portanto, é um animal imperfeito. É mais fraca de mente e de corpo e por natureza mais impressionável. Tem memória fraca, não é disciplinada, perdendo a todo momento o sentido do dever. Por seus distúrbios passionais e afectivos é vingativa e propensa a renegar a fé. Não é de se estranhar que este sexo tenha dado tantas bruxas."

quinta-feira, novembro 3

GOLPE DO BAÚ

Prestes a receber uma fortuna, devido à iminente morte de seu velho pai viúvo, Charles achou que precisava da companhia de uma linda mulher, bem jovem depreferência, para desfrutar a grana.
Decidido, foi a um bar freqüentado por jovens solteiras e logo viu uma gata de parar o trânsito.
Dirigiu-se a ela e disse:-Eu sou apenas um cara comum, mas em uma ou duas semanas meu pai vai morrer e eu vou herdar uma fortuna de mais de 20 milhões de dólares.A mulher topou na hora e já saiu do bar directo para a casa de Charles.
No dia seguinte ela se tornou sua madrasta.

terça-feira, novembro 1

ONDE PÁRA A “MASSA”

Banca privada lucra 116 milhões por mês
Os lucros dos quatro maiores bancos privados portugueses – Banco Espírito Santo (BES), Millennium (BCP), Banco Português de Investimento (BPI) e Santander Totta – somaram no terceiro trimestre de 2005 mais de 1052 milhões de euros.
Uma subida de cerca de 191 milhões de euros face aos lucros registados pelos quatro gigantes em igual período do ano anterior

Enquanto a sociedade vai vivendo cada vez pior, o Sector Financeiro vai acumulando toda a riqueza disponível.
E como se não bastasse, ainda recebem benesses fiscais do estado.