Não sou sou nada
Não posso ser nada
Nunca serei nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
quarta-feira, novembro 30
70 ANOS
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/30/2005 02:32:00 da tarde
0
comments
terça-feira, novembro 29
FORA DO TEMPO
Yaroslao, o Sábio (grão-duque de Kiev, autor da primeira constituição russa, Século X):
"A vida de uma mulher vale metade da de um homem, no caso deste morrer, cabe ao Estado e seus parentes reclamarem indemnização."
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/29/2005 02:28:00 da tarde
1 comments
segunda-feira, novembro 28
VIGARICE
A Greve dos Juízes do dia 26 de Outubro, segundo fontes sindicais, teve uma adesão de 95%, espantoso!
De um universo de aproximadamente 1.400 magistrados, a jornada de luta teve o apoio de 1.330, o que é um número deveras impressionante.
O estranho, é que agora veio a público, que de todos os senhores doutores, só 30% se declararam em Greve para efeitos remuneratórios, ou seja, 420, não receberam o salário.
Quer isso dizer que 910 juizes, apesar de estarem em greve, fizeram “mão leve” ao ordenado. Ou seja, por certo inadvertidamente, Roubaram o Estado.
È verdade, que em todas as profissões há “ovelhas ronhosas”, nenhuma se pode gabar de estar imune a VIGARISTAS…
O que me deixa bastante apreensivo com a qualidade da nossa Justiça, são os números.
Não me consigo abstrair que 910 em 1400, representa 65%, é de deixar os cabelos em pé. Convenhamos, que é muita gente desonesta.
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/28/2005 02:20:00 da tarde
2
comments
domingo, novembro 27
O PEQUENO PRINCIPE (A. de Saint-Exupéry)
Capítulo XIII
O quarto planeta era o do homem de negócios. Estava tão ocupado que não levantou sequer a cabeça à chegada do príncipe.
- Bom dia, disse-lhe este. O seu cigarro está apagado.
- Três e dois são cinco. Cinco e sete, doze. Doze e três, quinze. Bom dia. Quinze e sete, vinte e dois. Vinte e dois e seis, vinte e oito. Não há tempo para acender de novo. Vinte e seis e cindo, trinta e um. Uf! São pois quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um.
- Quinhentos milhões de quê?
- Hem? Ainda estás aqui? Quinhentos e um milhões de... eu não sei mais... Tenho tanto trabalho. Sou um sujeito sério, não me preocupo com ninharias! Dois e cinco, sete...
- Quinhentos milhões de quê? repetiu o principezinho, que nunca na sua vida renunciara a uma pergunta, uma vez que a tivesse feito.
O homem de negócios levantou a cabeça:
- Há cinqüenta e quatro anos que habito este planeta e só fui incomodado três vezes. A primeira vez foi há vinte e dois anos, por um besouro caído não sei de onde. Fazia um barulho terrível, e cometi quatro erros na soma. A segunda foi há onze anos, por uma crise de reumatismo. Falta de exercício. Não tenho tempo para passeio. Sou um sujeito sério. A terceira... é esta! Eu dizia, portanto, quinhentos e um milhões...
- Milhões de quê?
O homem de negócios compreendeu que não havia esperança de paz:
- Milhões dessas coisinhas que se vêem às vezes no céu.
- Moscas?
- Não, não. Essas coisinhas que brilham.
- Abelhas?
- Também não. Essas coisinhas douradas que fazem sonhar os ociosos. Eu cá sou um sujeito sério. Não tenho tempo para divagações.
- Ah! estrelas?
- Isso mesmo. Estrelas.
- E que fazes tu de quinhentos milhões de estrelas?
- Quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e duas mil, setecentos e trinta e uma. Eu sou um sujeito sério. Gosto de exatidão.
- O que fazes tu dessas estrelas?
- Que faço delas?
- Sim.
- Nada. Eu as possuo.
- Tu possuis as estrelas?
- Sim.
- Mas eu já vi um rei que...
- Os reis não possuem. Eles "reinam" sobre. É muito diferente.
- E de que te serve possuir as estrelas?
- Servem-me para ser rico.
- E para que te serve ser rico?
- Para comprar outras estrelas, se alguém achar.
Esse aí, disse o principezinho para si mesmo, raciocina um pouco como o bêbado.
No entanto, fez ainda algumas perguntas.
- Como pode a gente possuir as estrelas?
- De quem são elas? respondeu, ameaçador, o homem de negócios.
- Eu não sei. De ninguém.
- Logo são minhas, porque pensei primeiro.
- Basta isso?
- Sem dúvida. Quando achas um diamante que não é de ninguém, ele é teu. Quando achas uma ilha que não é de ninguém, ela é tua. Quando tens uma idéia primeiro, tua a fazes registrar: ela é tua. E quanto a mim, eu possuo as estrelas, pois ninguém antes de mim teve a idéia de as possuir.
- Isso é verdade, disse o principezinho. E que fazes tu com elas?
- Eu as administro. Eu as conto e reconto, disse o homem de negócios. É difícil. Mas eu sou um homem sério!
O principezinho ainda não estava satisfeito.
- Eu, se possuo um lenço, posso colocá-lo em torno do pescoço e levá-lo comigo. Se possuo uma flor, posso colher a flor e levá-la comigo. Mas tu não podes colher as estrelas.
- Não. Mas eu posso colocá-las no banco.
- Que quer dizer isto?
- Isso quer dizer que eu escrevo num papelzinho o número das minhas estrelas. Depois tranco o papel à chave numa gaveta.
- Só isto?
- E basta...
É divertido, pensou o principezinho. É bastante poético. Mas não é muito sério.
O principezinho tinha, sobre as coisas sérias, idéias muito diversas das idéias das pessoas grandes.
- Eu, disse ele ainda, possuo uma flor que rego todos os dias. Possuo três vulcões que revolvo toda semana. Porque revolvo também o que está extinto. A gente nunca sabe. É útil para os meus vulcões, é útil para a minha flor que eu os possua. Mas tu não és útil às estrelas...
O homem de negócios abriu a boca, mas não achou nada a responder, e o principezinho se foi...
As pessoas grandes são mesmo extraordinárias, repetia simplesmente no percurso da viagem
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/27/2005 03:10:00 da tarde
0
comments
sábado, novembro 26
GOSTAVA DE ENTENDER
O papa Bento XVI sustentará, em documento ainda não publicado, que é inadmissível para a Igreja o sacerdócio dos homossexuais
"A Igreja não pode admitir o sacerdócio daqueles que praticam o homossexualismo, apresentam tendências homossexuais profundamente arraigadas ou apoiam a chamada 'cultura gay'",
A Conferência Episcopal Alemã elogiou e o documento do Vaticano e destacou que o mesmo está em conformidade com o que se pratica há muito tempo nos seminários.
"Na prática, em nossos seminários e noviciados há muito tempo procedemos nesta direcção, o documento está em consonância com o manual "Homossexualismo e Sacerdócio", elaborado em 1999 e depois revisto em 2003 e em 2005, " disse o presidente da Conferência Episcopal, Karl Lehmann.
Nota:
Deixa-me sempre estupefacto a falta de coerência desta gente! Que importância pode ter para a igreja a tendência sexual dos padres? Não é verdade que os sacerdotes estão obrigados à abstinência sexual? Não pode influir no seu mistério pastoral, uma função que não se usa. Ou será que um homossexual que fez votos de castidade, ainda assim é um ser inferior aos olhos de Deus?
Não seria melhor este Papa preocupar-se com os padres pedófilos que tanto tem protegido?
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/26/2005 01:47:00 da tarde
0
comments
sexta-feira, novembro 25
FIM DA FESTA
Era uma vez um povo que renasceu numa alegre manhã de Abril.
E com A Canção, descobriu que era dono do seu próprio destino, não havia mais lugar para grilhetas e tutores.
E de Abril se fez Maio. E a festa foi linda. Uma festa de solidariedade pura e límpida.
E todas as utopias foram possíveis, o futuro ali, mesmo ao alcance das nossas mãos.
As vozes cantaram, e todos os poetas de boa vontade caminhavam na mesma direcção.
E veio Março da nossa maioridade e todo o país obedeceu ao seu povo.
E estávamos no Verão Quente, com o Glorioso PREC do nosso contentamento.
Mas a alegria não dura muito em casa dos pobres, e os vampiros estavam de volta.
Num triste dia de Novembro, um general cinzento que não sabia sorrir, vingou-se, e acabou com a festa…
Eu vim de longe, de muito longe
O que eu andei pr’aqui chegar.
Eu vou p’ra longe, p’ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos p’ra nos dar…
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/25/2005 02:06:00 da tarde
5
comments
quinta-feira, novembro 24
Pinochet foi hoje preso. Vai finalmente ser julgado.
Para qu^tanto trabalho?
Um tiro na cabeça e caixote do lixo.
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/24/2005 08:45:00 da tarde
1 comments
domingo, novembro 20
O PEQUENO PRINCIPE (A. de Saint-Exupéry)
Capítulo XII
O planeta seguinte era habitado por um bêbado. Esta visita foi muito curta, mas mergulhou o principezinho numa profunda melancolia.
- Que fazes aí? Perguntou ao bêbado, silenciosamente instalado diante de uma colecção de garrafas vazias e uma colecção de garrafas cheias.
- Eu bebo, respondeu o bêbado, com ar lúgubre.
- Por que é que bebes? Perguntou-lhe o principezinho.
- Para esquecer, respondeu o beberrão.
- Esquecer o quê? Indagou o principezinho, que já começava a sentir pena.
- Esquecer que eu tenho vergonha, confessou o bêbado, baixando a cabeça.
- Vergonha de quê? Investigou o principezinho, que desejava socorrê-lo.
- Vergonha de beber! Concluiu o beberrão, encerrando-se definitivamente no seu silêncio.
E o principezinho foi-se embora, perplexo.
As pessoas grandes são decididamente muito bizarras, dizia de si para si, durante a viagem.
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/20/2005 03:04:00 da tarde
0
comments
sábado, novembro 19
FORA DO TEMPO
Petrarca (poeta italiano do Renascimento, século XIV):
"Inimiga da paz, fonte de inquietação, causa de brigas que destroem toda a tranquilidade, a mulher é o próprio diabo."
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/19/2005 02:56:00 da tarde
2
comments
quinta-feira, novembro 17
PRESIDENCIAIS
As presidenciais perderam o interesse.
Jerónimo e Louçã, são candidatos de "mentirinha"
Alegre, é um equívoco difícil de explicar.
Cavaco, para dizer disparates, mais vale estar calado.
Soares, mostra a habitual verborreia dos velhos.
Quem nos há-de valer?
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/17/2005 06:28:00 da tarde
1 comments
quarta-feira, novembro 16
COMO OS CIGANOS...
Eu gosto dos caminhos para o sul
Onde passa o cigano e a rola brava
Como os ciganos entre sul e viagem do outro lado do rio
Como os ciganos somos de outra margem
Nosso amor é de bala e desafio
E todos os amantes são raianos
Como os ciganos de passagem
Como os ciganos
(Manuel Alegre)
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/16/2005 02:57:00 da tarde
3
comments
terça-feira, novembro 15
MINISTRO SEM MEDO
O ministro da Indústria espanhol, José Montilla, acusou a rádio Cadeia COPE, propriedade da Conferência Episcopal, de «incitar o ódio» e de «praticar a mentira», antes da manifestação de contra a nova Lei da Educação. Em declarações aos jornalistas, Montilla exigiu «explicações» aos bispos católicos, visando em particular António Maria Rouco Varela, cardeal de Madrid e Antonio Cañizares, arcebispo de Toledo, que acusa de nada terem feito para corrigir os erros da emissão. Sublinhando que «todo o mundo tem o direito de se manifestar», Montilla apelou à «serenidade» dos que usam o «espaço radiofónico», em particular os jornalistas da COPE que dizem «barbaridades» sobre a reforma educativa e promovem «mentiras que não respeitam a liberdade». Nesse sentido, o governante critica vários dos jornalistas e comunicadores da COPE que considera «dedicarem-se à mentira e a atacar todos os que não estão do seu lado», aplicando valores que «não são nem da maioria dos crentes, nem da hierarquia da Igreja». Para Montilla, a emissora institucional da Igreja «ultrapassou a linha do respeito pela informação contrastada», já que o polémico projecto de Lei Orgânica da Educação (LOE), contestado hoje numa grande manifestação em Madrid, não afecta a inclusão da cadeira de religião nos centros públicos. O governante critica igualmente a liderança do maior partido da oposição, o Partido Popular, que participa no protesto de hoje, afirmando que a força política tem «alguma responsabilidade», depois de dois mandatos no governo, «pelo baixo nível educativo dos alunos espanhóis».
Porque é que a ICAR não se limita a “cantar missas” e “vender bulas”? Se os bispo querem fazer política, dispam as “saias” e candidatem-se.
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/15/2005 02:50:00 da tarde
2
comments
segunda-feira, novembro 14
O MAMARRACHO


1º - Na minha modesta opinião, o “animal” não apresenta nenhuma qualidade artística.
2º - A melhor homenagem ao Alter Real, é apreciá-lo bem vivo e fazer tudo para não deixar privatizar a coudelaria.
3º - Não gosto da tendência dos nossos autarcas para Rotundas e Trambolhos e este é “dois em um”.
Depois de dois bons mandatos, o António Hemitério, não tinha precisão de “borrar a pintura”.
Como diria o Diácono Remédios: - Não havia nexexidade…
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/14/2005 03:00:00 da tarde
1 comments
sábado, novembro 12
COLABORAÇÕES
Angola comemorou ontem trinta anos de independência.
Foram anos muito sofridos, que o povo angolano não merecia nem desejava, como ficou demonstrado após a morte de Savimbi.
Mais de vinte e seis anos de Guerra Civil da responsabilidade de Jonas Savimbi. Um fantoche criado e armado pelo Exercito Português durante a ditadura, justamente para sabotar a luta dos Movimentos de Libertação.
Quando lhe faltou esse apoio, foi procurá-lo nos racistas da Africa do Sul, ao lado dos quais participou na Invasão do seu próprio país
No dia em que finalmente foi abatido, Angola ficou em paz.
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/12/2005 02:52:00 da tarde
2
comments
segunda-feira, novembro 7
INTIFADA?
Começou em Paris e está a espalhar-se por toda a França.
Um dia vai atingir o mundo inteiro, podem crer.
Os políticos não se preocupam em tratar da vida dos pobres.
Lá virá o dia em que os pobres vão tratar da vida aos políticos...
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/07/2005 02:32:00 da tarde
2
comments
domingo, novembro 6
O PEQUENO PRINCIPE (A. de Saint-Exupéry)
Capítulo XI
O segundo planeta, um vaidoso o habitava.
- Ah! Ah! Um admirador vem visitar-me! exclamou de longe o vaidoso, mal vira o príncipe.
Porque, para os vaidosos, os outros homens são sempre admiradores.
- Bom dia, disse o principezinho. Você tem um chapéu engraçado.
- É para agradecer, exclamou o vaidoso. Para agradecer quando me aclamam. Infelizmente não passa ninguém por aqui.
- Sim? disse o principezinho sem compreender.
- Bate as mãos uma na outra, aconselhou o vaidoso.O principezinho bateu as mãos uma na outra. O vaidoso agradeceu modestamente, erguendo o chapéu
- Ah, isso é mais divertido que a visita ao rei, disse consigo mesmo o principezinho. E recomeçou a bater as mãos uma na outra. O vaidoso recomeçou a agradecer, tirando o chapéu.
Após cinco minutos de exercício, o principezinho cansou-se com a monotonia do brinquedo:
- E para o chapéu cair, perguntou ele, que é preciso fazer?
Mas o vaidoso não ouviu. Os vaidosos só ouvem os elogios.
- Não é verdade que tu me admiras muito? perguntou ele ao principezinho.
- Que quer dizer admirar?
- Admirar significa reconhecer que eu sou o homem mais belo, mais rico, mais inteligente e mais bem vestido de todo o planeta.
- Mas só há você no seu planeta!
- Dá-me esse gosto. Admira-me mesmo assim!
- Eu te admiro, disse o principezinho, dando de ombros. Mas como pode isso interessar-te?
E o principezinho foi-se embora.
As pessoas grandes são decididamente muito bizarras, ia pensando ele pela viagem afora.
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/06/2005 02:18:00 da tarde
0
comments
sábado, novembro 5
FORA DO TEMPO
Jakob Sprenger (dominicano alemão do período da Inquisição, especialista em bruxarias, século XV):
"Na criação da primeira mulher houve uma falha, pois foi feita de uma costela curva. Curvada na direcção contrária à do homem. Portanto, é um animal imperfeito. É mais fraca de mente e de corpo e por natureza mais impressionável. Tem memória fraca, não é disciplinada, perdendo a todo momento o sentido do dever. Por seus distúrbios passionais e afectivos é vingativa e propensa a renegar a fé. Não é de se estranhar que este sexo tenha dado tantas bruxas."
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/05/2005 03:14:00 da tarde
0
comments
quinta-feira, novembro 3
GOLPE DO BAÚ
Prestes a receber uma fortuna, devido à iminente morte de seu velho pai viúvo, Charles achou que precisava da companhia de uma linda mulher, bem jovem depreferência, para desfrutar a grana.
Decidido, foi a um bar freqüentado por jovens solteiras e logo viu uma gata de parar o trânsito.
Dirigiu-se a ela e disse:-Eu sou apenas um cara comum, mas em uma ou duas semanas meu pai vai morrer e eu vou herdar uma fortuna de mais de 20 milhões de dólares.A mulher topou na hora e já saiu do bar directo para a casa de Charles.
No dia seguinte ela se tornou sua madrasta.
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/03/2005 02:54:00 da tarde
1 comments
terça-feira, novembro 1
ONDE PÁRA A “MASSA”
Banca privada lucra 116 milhões por mês
Os lucros dos quatro maiores bancos privados portugueses – Banco Espírito Santo (BES), Millennium (BCP), Banco Português de Investimento (BPI) e Santander Totta – somaram no terceiro trimestre de 2005 mais de 1052 milhões de euros.
Uma subida de cerca de 191 milhões de euros face aos lucros registados pelos quatro gigantes em igual período do ano anterior
Enquanto a sociedade vai vivendo cada vez pior, o Sector Financeiro vai acumulando toda a riqueza disponível.
E como se não bastasse, ainda recebem benesses fiscais do estado.
Posted by
A.Mello-Alter
at
11/01/2005 06:49:00 da tarde
1 comments
segunda-feira, outubro 31
OS LOBOS E O REBANHO
Segundo o Diário de Notícias de 27 de Outubro, um relatório elaborado pelo Governo irlandês, deu a conhecer 100 crimes de abuso sexual cometidos por 21 padres na diocese de Wexford.
Os abusos, que afectaram inúmeras crianças, foram cometidos entre 1966 e 2002
.O relatório diz que entre 1960 e 1980, o bispo de Ferns, via o abuso sexual a crianças na sua diocese como um problema «exclusivamente moral». Os padres acusados de abuso eram transferidos para outras dioceses por algum tempo, mas acabavam por voltar.
O administrador da diocese de Ferns, o bispo Eamonn Walsh, apoiou este estudo e disse «aceitar e reconhecer» os seus resultados. «A Igreja pede desculpas sinceras a todos os que foram vítimas de abuso».O primeiro-ministro irlandês, Bertie Ahern, garantiu que as medidas recomendadas no relatório vão ser imediatamente postas em vigor. A Sociedade Irlandesa de Prevenção à Crueldade com as Crianças disse que este relatório é mais uma prova de como a sociedade irlandesa falhou na protecção das crianças.
Quem tem filhos pequenos, tem que ter muito cuidado. Até nas pessoas que em princípio, deviam estar a cima de qualquer suspeita, já não se pode confiar.
Numa pequena diocese, 21 lobos no meio do rebanho. E quantos mais por descobrir?
E a vergonha do “encobrimento”, de transferi-los, para lhes proporcionar novos “territórios de caça”?
Posted by
A.Mello-Alter
at
10/31/2005 03:48:00 da tarde
1 comments
domingo, outubro 30
O PEQUENO PRINCIPE (A. de Saint-Exupéry)
Capítulo X
Ele se achava na região dos asteróides 325, 326, 327, 328, 329, 330. Começou, pois, a visitá-los, para procurar uma ocupação e se instruir.
O primeiro era habitado por um rei. O rei sentava-se, vestido de púrpura e arminho, num trono muito simples, posto que majestoso.
- Ah! Eis um súbdito, exclamou o rei ao dar com o principezinho.
E o principezinho perguntou a si mesmo:
- Como pode ele reconhecer-me, se jamais me viu?
Ele não sabia que, para os reis, o mundo é muito simplificado. Todos os homens são súbditos.
- Aproxima-te, para que eu te veja melhor, disse o rei, todo orgulhoso de poder ser rei para alguém.
O principezinho procurou com olhos onde sentar-se, mas o planeta estava todo atravancado pelo magnífico manto de arminho. Ficou, então, de pé. Mas, como estava cansado, bocejou.
- É contra a etiqueta bocejar na frente do rei, disse o monarca, Eu o proíbo.
- Não posso evitá-lo, disse o principezinho confuso. Fiz uma longa viagem e não dormi ainda...
- Então, disse o rei, eu te ordeno que bocejes. Há anos que não vejo ninguém bocejar! Os bocejos são uma raridade para mim. Vamos, boceja! É uma ordem!
- Isso me intimida... eu não posso mais... disse o principezinho todo vermelho.
- Hum! Hum! respondeu o rei. Então... então eu te ordeno ora bocejares e ora...
Ele gaguejava um pouco e parecia vexado.
Porque o rei fazia questão fechada que sua autoridade fosse respeitada. Não tolerava desobediência. Era um monarca absoluto. Mas, como era muito bom, dava ordens razoáveis.
"Se eu ordenasse, costumava dizer, que um general se transformasse em gaivota, e o general não me obedecesse, a culpa não seria do general, seria minha".
- Posso sentar-me? interrogou timidamente o principezinho.
- Eu te ordeno que te sentes, respondeu-lhe o rei, que puxou majestosamente um pedaço do manto de arminho.
Mas o principezinho se espantava. O planeta era minúsculo. Sobre quem reinaria o rei?
- Majestade... eu vos peço perdão de ousar interrogar-vos...
- Eu te ordeno que me interrogues, apressou-se o rei a declarar.
- Majestade... sobre quem é que reinas?
- Sobre tudo, respondeu o rei, com uma grande simplicidade.
- Sobre tudo?
O rei, com um gesto discreto, designou seu planeta, os outros, e também as estrelas.
- Sobre tudo isso?
- Sobre tudo isso... respondeu o rei.
Pois ele não era apenas um monarca absoluto, era também um monarca universal.
- E as estrelas vos obedecem?
- Sem dúvida, disse o rei. Obedecem prontamente. Eu não tolero indisciplina.
Um tal poder maravilhou o principezinho. Se ele fosse detentor do mesmo, teria podido assistir, não a quarenta e quatro, mas a setenta e dois, ou mesmo a cem, ou mesmo a duzentos pores-do-sol no mesmo dia, sem precisar sequer afastar a cadeira! E como se sentisse um pouco triste à lembrança do seu pequeno planeta abandonado, ousou solicitar do rei uma graça:
- Eu desejava ver um pôr-do-sol... Fazei-me esse favor. Ordenai ao sol que se ponha...
- Se eu ordenasse a meu general voar de uma flor a outra como borboleta, ou escrever uma tragédia, ou transformar-se em gaivota, e o general não executasse a ordem recebida, quem - ele ou eu - estaria errado?
- Vós, respondeu com firmeza o principezinho.
- Exacto. É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar, replicou o rei. A autoridade repousa sobre a razão. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, farão todos revolução. Eu tenho o direito de exigir obediência porque minhas ordens são razoáveis.
- E meu pôr-do-sol? lembrou o principezinho, que nunca esquecia a pergunta que houvesse formulado.
- Teu pôr-do-sol, tu o terás. Eu o exigirei. Mas eu esperarei, na minha ciência de governo, que as condições sejam favoráveis.
- Quando serão? indagou o principezinho.
- Hem? respondeu o rei, que consultou inicialmente um grosso calendário. Será lá por volta de... por volta de sete horas e quarenta, esta noite. E tu verás como sou bem obedecido.
O principezinho bocejou. Lamentava o pôr-do-sol que perdera. E depois, já estava se aborrecendo um pouco!
- Não tenho mais nada que fazer aqui, disse ao rei. Vou prosseguir minha viagem.
- Não partas, respondeu o rei, que estava orgulhoso de ter um súbdito. Não partas: eu te faço ministro!
- Ministro de quê?
- Da... da justiça!
- Mas não há ninguém a julgar!
- Quem sabe? disse o rei. Ainda não dei a volta no meu reino. Estou muito velho, não tenho lugar para carruagem, e andar cansa-me muito.
- Oh! Mas eu já vi, disse o príncipe que se inclinou para dar ainda uma olhadela do outro lado do planeta. Não consigo ver ninguém...
- Tu julgarás a ti mesmo, respondeu-lhe o rei. É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio.
- Mas eu posso julgar-me a mim próprio em qualquer lugar, replicou o principezinho. Não preciso, para isso, ficar morando aqui.
- Ah! disse o rei, eu tenho quase certeza de que há um velho rato no meu planeta. Eu o escuto de noite. Tu poderás julgar esse rato. Tu o condenarás à morte de vez em quando: assim a sua vida dependerá da tua justiça. Mas tu o perdoarás cada vez, para economizá-lo. Pois só temos um.
- Eu, respondeu o principezinho, eu não gosto de condenar à morte, e acho que vou mesmo embora.
- Não, disse o rei.
Mas o principezinho, tendo acabado os preparativos, não quis afligir o velho monarca:
- Se Vossa Majestade deseja ser prontamente obedecido, poderá dar-me uma ordem razoável. Poderia ordenar-me, por exemplo, que partisse em menos de um minuto. Parece-me que as condições são favoráveis.
Como o rei não disse nada, o principezinho hesitou um pouco; depois suspirou e partiu.
- Eu te faço meu embaixador, apressou-se o rei em gritar.
Tinha um ar de grande autoridade.
As pessoas grandes são muito esquisitas, pensava, durante a viagem, o principezinho
Posted by
A.Mello-Alter
at
10/30/2005 02:45:00 da tarde
0
comments
sábado, outubro 29
O EQUÍVOCO
Assisti com muito interesse ao Manifesto, bastante medíocre diga-se, do Prof. Cavaco.
De quem há dez anos não se pronuncia sobre nada de interessante, esperava algumas ideias sobre Política Geral, Política Externa, Europa, Relações com a CPLP, Ambiente, Justiça, em suma uma dica de como Cavaco Silva vê Portugal e o Mundo.
Puro engano... O Economista de Santa Comba, perdão!, Boliqueime, equivocou-se e trouxe-nos um Programa de Governo.
Ora, caso o senhor não saiba, nós já teemos governo, com maioria absoluta e em princípio de mandato.
Do que me ficou, fora as banalidades de ocasião, foi que:
Ou o Professor dissolve a Assembleia e tenta fazer primeiro-ministro o “criado” Marques Mendes.
Ou vamos ter uma co-habitação muito difícil com grande prejuízo para o país.
Posted by
A.Mello-Alter
at
10/29/2005 02:19:00 da tarde
0
comments
quinta-feira, outubro 27
Continua hoja a Greve dos Juizes. Parece que com grandes resultados. 4.000 processos adiados e 50.000 pessoas afectadas, no primeiro dia.
Esperemos que o governo não ceda às pressões Corporativas de Suas Excelências.
Eles voltam depressa ao "emprego", ao trabalho, já não garanto.
Posted by
A.Mello-Alter
at
10/27/2005 02:23:00 da tarde
1 comments
SABER A QUEM
No convento das carmelitas uma jovem mulher aparecia todas as manhãs a rezar junto ao altar da Virgem Maria.
Intrigada, um dia a madre superiora perguntou-lhe o motivo da súplica, ao que a devota respondeu:
- Venho aqui rezar duas ave-marias a pedir um filho.
- E já experimentou um padre nosso? - indagou a madre.
Posted by
A.Mello-Alter
at
10/27/2005 02:20:00 da tarde
0
comments
quarta-feira, outubro 26
“GATOS GORDOS” EM GREVE
O Estado Novo deu-lhes um estatuto de Casta Superior e cumulou-os de “mordomias”.
Em troca, eles colaboraram com a Ditadura Fascista, uns por medo, outros com “alegria”. Presidiram aos Tribunais Plenários, aplicaram penas por Delito de Opinião, condenaram Democratas ao Exílio, ao Degredo e à Prisão.
Quando chegou, a democracia em vez de fazer a devida e esperada limpeza, não o fez.
Continuaram os mesmos a gerir o Sistema Judicial, a administrar a mesma justiça, à medida da bolsa de cada um, e a formar os seus herdeiros, quando muitos deles nunca perceberam o que é a democracia. ( um dos nossos juízes do Supremo, mandou prender um cidadão, porque este não o deixou passar à frente na fila do Multibanco).
Continuaram a acumular regalias intoleráveis à custa de chantagem a governos fracos nos últimos trinta anos. Mas como foram perdendo o Estatuto, perderam a vontade de trabalhar, tornaram-se maioritariamente uma classe de “poltrões”.
Só assim se explica que na vizinha Espanha o sistema funcione com 10 juízes por 100.000 habitantes, e nós com 14/100.000, estejamos neste estado.
Agora que finalmente um governo tem a coragem de vir repor um pouco da justiça que eles não querem nem sabem aplicar, aqui d’ El Rei, que estão a limitar o Poder Judicial.
Está visto, que só “o mexer-lhes nos bolsos” os faz sair da letargia.
VÃO TRABALHAR, MALANDROS…
Posted by
A.Mello-Alter
at
10/26/2005 01:59:00 da tarde
1 comments
terça-feira, outubro 25
NÃO HÁ PACHORRA
Esta histeria em que anda a Comunicação Social, é patética.Até passar de "moda", o filão Gripe das Aves vai sendo bem explorado.Morre um papagaio em Inglaterra, e abre todos os jornais das nossas televisões. Que critérios jornalísticos são estes baseados no alarme? Não seria mais didáctico esclarecer sem banalizar? Se vier a acontecer algo de mais grave, as pessoas já estão anastesiadas de tanta especulação inútil, e já nem ligam.
E depois, com tanta gente a morrer de fome todos os dias, é notícia a morte de seis galinhas na Tailândia!
Posted by
A.Mello-Alter
at
10/25/2005 03:12:00 da tarde
2
comments
segunda-feira, outubro 24
NOTÍCIAS DO CAVAQUISTÃO
Quando no último sábado LHE perguntaram o que achava se o Partido Socialista desistisse do Referendo e alterasse a Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez na Assembleia, Sua Excelência respondeu que; “Não compete ao Presidente da Republica pronunciar-se sobre…” e que “…é uma matéria da responsabilidade da Assembleia Nacional”
Ficámos a saber que:
1º - Sua Excelência já se considera o futuro presidente. Para quê o incomodo de fazer eleições?
2º - Sua Excelência ainda não percebeu que a Assembleia Nacional foi “dissolvida” há mais de trinta anos.
Se de boca fechada, é merecedor de algum crédito, quando começa a falar é uma tristeza.
Posted by
A.Mello-Alter
at
10/24/2005 01:58:00 da tarde
2
comments
domingo, outubro 23
O PEQUENO PRINCIPE (A. de Saint-Exupéry)
Capítulo IX
Creio que ele aproveitou, para evadir-se, pássaros selvagens que imigravam. Na manhã da partida, pôs o planeta em ordem. Revolveu cuidadosamente seus dois vulcões em actividade. Pois possuía dois vulcões. E era muito cômodo para esquentar o almoço. Possuía também um vulcão extinto. Mas, como ele dizia: "Quem é que pode garantir?", revolveu também o extinto. Se eles são bem revolvidos, os vulcões queimam lentamente, regularmente, sem erupções. As erupções vulcânicas são como fagulhas de lareira. Na terra, nós somos muito pequenos para revolver os vulcões. Por isso é que nos causam tanto dano.
O principezinho arrancou também, não sem um pouco de melancolia, os últimos rebentos de baobá. Ele julgava nunca mais voltar. Mas todos esses trabalhos familiares lhe pareceram, aquela manhã, extremamente doces. E, quando regou pela última vez a flor, e se dispunha a colocá-la sob a redoma, percebeu que estava com vontade de chorar.
- Adeus, disse ele à flor.
Mas a flor não respondeu.
- Adeus, repetiu ele.
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.
- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.
- Mas o vento...
- Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor. - Mas os bichos...
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.
E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa...
Posted by
A.Mello-Alter
at
10/23/2005 02:36:00 da tarde
0
comments
sábado, outubro 22
“FOI-SE O TABU”
Aníbal Cavaco Silva, é candidato à Presidência da República. O país ficou finalmente a saber o que já há muito se sabia.
Gostei da encenação que foi montada para as televisões, desde a Travessa do Pessoulo até ao CCB.
Gostei dos tons da sala, da luz e das dez bandeiras de Portugal bem alinhadas.
Gostei da cor do fato, da camisa brancae da gravata vermelha.
Gostei sobretudo da completa ausência dos “trambolhos” sociais democratas, dos quais se demarcou.
Gostei do estilo ascético e humilde, entre Salazar e Tony Carreira. Sublime!
Parabéns ao profissionais que montaram o esquema. Vai vender-se mais que a Margarina Becel, ou o Queijo da Ilha. Estive sempre à espera de ouvir a célebre frase; “mas agora já chega de bolas, está na altura de me dedicar mais ás fatias”
O discurso é que foi fraquinho. Meia dúzia de banalidades, nada de novo como é habitual no professor.
Mas não há problema. È por demais sabido que a esmagadora maioria dos apoiantes de Cavaco, são “analfabetos funcionais”, mesmo que o homem desse um “golpe de asa”, e se saísse com algumas capacidades oratórias, eles não iam mesmo perceber.
Posted by
A.Mello-Alter
at
10/22/2005 02:20:00 da tarde
1 comments
quinta-feira, outubro 20
VOLTEI
“Olá cá estou eu, o Brise continuo…”
Que disparate!! Não é nada disso.
Esta minha mania das limpezas, levou-me a apagar coisas a mais. Fiquei sem portas USB. Depois de uma semana no “ferreiro” e de 17 euros de factura, está tudo nos “trinques”.
Agora, juro solenemente, que tão cedo não me apanham a fazer “faxina” no Disco C.
Posted by
A.Mello-Alter
at
10/20/2005 03:32:00 da tarde
1 comments

