Netanyahu altera planos devido a pré-avisos de atentados
Foi relatado que o ministro israelita das finanças, Benjamin Netanyahu, decidiu não estar presente numa conferência económica em Londres depois da embaixada israelita ter recebido pré-avisos de atentados.
Um alto funcionário do ministério dos negócios estrangeiros israelita afirmou que a polícia britânica informou a embaixada israelita da possibilidade de ataques bombistas minutos antes dos ataque de Londres.
Netanyahu era suposto estar presente numa conferência económica num hotel sobre uma das estações do metro de Londres onde hoje uma das explosões teve lugar, e o aviso levou-o a alterar os seus planos e a ficar no quarto do seu hotel, disseram funcionários do governo.
O funcionário do ministério dos negócios estrangeiros israelita, que pediu anonimato, disse que a Scotland Yard telefonou ao responsável da segurança da embaixada israelita e contou-lhe que tinham recebido ameaças de possíveis ataques, minutos antes da primeira explosão.
Não foi uma surpresa absoluta?
terça-feira, julho 19
Al Jazeera - 7/7/2005 10:00:00 PM GMT
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7/19/2005 01:40:00 da tarde
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segunda-feira, julho 18
RELATIVIZEMOS

Uma vida é uma vida. E toda a vida humana tem um valor incomensurável.
Mas não nos devemos esquecer, que desde o último dia 7, dia dos atentados de Londres, já houve 31 atentados em Bagdade, com 234 mortos e muitas centenas de feridos.
Parece que ninguém já se importa, parece que as vidas não têm o mesmo valor.
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7/18/2005 02:20:00 da tarde
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DESCOBERTA
Um grupo de académicos concluiu, de forma irrefutável, que Cristóvão Colomboera Santanista:
Partiu sem saber para onde ia.
Chegou sem saber onde estava.
Regressou sem saber de onde vinha.
E tudo isto à custa do dinheiro dos outros.
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7/18/2005 02:12:00 da tarde
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domingo, julho 17
A VERDADEIRA IDENTIDADE DE JEITOSINHA (autor desc.)
Capítulo XXVII - Quem afinal morreu?
- Eu não matei papai!
Arlindo gritava com a convicção dos inocentes, mas a detective Vanessa estava impassível.
- Você vai explicar isso ao tribunal. Temos evidências mais do que suficientes para prendê-lo.
- Quais? Quais são as evidências? - perguntou, inconformado.- Seu pai amanheceu morto, e tudo indica que foi envenenado. Sua mãe percebeu logo no começo da manhã e nos chamou. Enquanto você dormia, procuramos pistas pela casa e encontramos no fundo de sua gaveta de cuecas o frasco de um veneno muito eficaz...
- Não pode ser! - interrompeu o encrencado Arlindo - Alguém colocou isso lá para me incriminar!Vanessa sorriu, com sua frieza habitual.
- Não adianta, Arlindo... É melhor confessar. Você não contava com isso, mas seu pai, prevendo o seu trágico destino, escreveu uma carta...
A moça fez um sinal com os dedos e um dos assistentes entregou-lhe o pedaço de papel. Vanessa prosseguiu.
- Estava no bolso do pijama de Ambrósio. Veja o que diz: "Se alguém encontrou esta carta, provavelmente já estarei morto. O facto é que recobrei minha memória. Arlindo, meu filho mais velho, foi o responsável pela primeira tentativa de assassinato. Ainda não sei o que farei, mas como ele pode tentar de novo, deixo registrada esta denúncia. Arlindo nunca me perdoou por uma grande surra que lhe dei em sua adolescência, e nunca me perdoou por gostar mais de Jeitosinha. Percebendo que eu finalmente começava a me lembrar de tudo, passou a me ameaçar. Tenho medo de procurar a Polícia. Aliás, como tornei-me um monstro, não faz tanta diferença estar vivo ou morto. Tudo o que desejo é que, caso dê cabo de minha vida, o cruel Arlindo seja punido"... Ambrósio assina a carta. É claro que ainda faremos um exame grafotécnico...
- Não pode ser! Este bilhete é forjado! Você verá! - disse o primogénito de Ambrósio e Marilena.
-Há ainda uma terceira pista. - completou Vanessa - Existe este copo, encontrado ao lado da cama do seu pai, com resíduos do mesmo veneno encontrado em seu quarto, dissolvido em suco de groselha. Nele, há digitais de duas pessoas diferentes.
"Sim!", pensou Arlindo. "Agora eu entendo! Foi Jeitosinha! Ela me serviu uísque, ontem, neste mesmo copo. Como ela usava luvas, só as marcas de meus dedos estão no vidro!".
Em pânico, e tremendo de ódio, Arlindo apontou para a irmã:
- Foi ela! Ela é uma farsa! Um travesti maníaco e assassino! A senhora ouviu, detective, o próprio papai dizendo isso!
- Seu pai estava muito abalado. Este tipo de confusão é comum... Mesmo sem querer, Jeitosinha era o pivô dos desentendimentos. Talvez por isso ele a tenha visto em seu delírio. Agora... Que história é essa de travesti?
Vanessa dirigiu a pergunta a Marilena.
- Arlindo está tentando confundi-la, detective. - A mãe não perdeu a chance de socorrer a filha naquele momento dramático.
- Quer comprovar? - Disse Jeitosinha, contando com a negativa de Vanessa.
- Não é preciso, querida. Sei bem como são os homens. Estão sempre tentandoencontrar algum defeito nas mulheres bonitas.
Vanessa dirigiu-se aos assistentes e ordenou:
- Levem-no. Vamos esperar o exame da letra no bilhete e das marcas no copo.Você vai aguardar na cadeia o resultado, Arlindo. E caso se comprovem asevidências, não sairá de lá tão cedo...
Debatendo-se e gritando, o cruel Arlindo foi empurrado para o carro prisão.Os policiais deixaram a casa, e Marilena finalmente demonstrou sua dor num choro convulsivo. Na verdade sentia-se aliviada pelo fim de Ambrósio, mas não se conformava com o facto de que um de seus filhos tivesse assassinado o homem.
- Jeitosinha... porque Arlindo tentou incriminá-la?- Você sabe que ele me odeia, mamãe.
Jeitosinha estava calma e segura. Beijou suavemente o rosto de Marilena e foi para o quarto, já pensando no próximo acto de seu circo de horrores.
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7/17/2005 01:23:00 da tarde
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sábado, julho 16
POESIA POPULAR
Do poeta popular Alexandre Malheiro Martins, à agua que se perdia sem que ele a pudesse apresar para regar a horta.
MOTE
Ao ver-te correr pró mar
Magoas meu coração
Contigo queria regar
As secas terras no Verão
I
Vais-te escapando entre montes,
Mas muita pena me deixas,
Daqui a pouco ouço queixas,
E só te vejo é nas fontes.
Primeiro que tu te aprontes,
Novamente para voltar,
Háde-te o vento arrancar
Junto à febre do tempo,
Entristas meu pensamento,
Ao ver-te correr pró mar.
II
Sonho que te tenho presa,
Acordo já não te vejo,
É o meu grande desejo,
Da tua imensa beleza.
És sangue da natureza,
Para toda a criação,
Se tivesses divisão,
Este mundo era um jardim,
Mas ao ver-te fugir de mim,
Magoas meu coração.
III
Eu sonho contigo, e rego,
Acordo, não vejo a enxada.
Dás-me tamanha empreitada,
Nem a dormir tenho sossego.
Contigo tanto “bodego”,
Contigo me vou lavar.
Não te quero deixar passar,
Para os lados do oceano,
Os campos secos e planos,
Contigo queria regar.
IV
A gente que se aborrece,
Por falta de inteligência,
Não vêem que és providencia,
O nome divino mereces.
Para mim nunca me esqueces,
E te tenho em estimação,
Se eu tivesse a decisão,
De comigo te poder levar,
Ia contigo regar,
As secas terras no Verão.
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7/16/2005 01:39:00 da tarde
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sexta-feira, julho 15
quinta-feira, julho 14
BIG BROTHER

Segundo Tony Blair:
Todo o cidadão é considerado terrorista, até prova em contrário.
A ideia de “vigiar” todas as comunicações privadas, telefone, fax e correio electrónico, é a extensão a toda a Europa do Big Brother que já existe no Reino Unido.
Os habitantes de Londres, são filmados, em média 250 vezes por dia, é obra…
Esta absurda paranóia com a segurança, só pode ser sintoma da “consciência pesada”.
Não consigo perceber todo este alarido com a perda de 50 vidas em Londres. Em Bagdade, acontece todos os dias. E ninguém se preocupa em punir os responsáveis.
O problema do terrorismo, resolve-se com o respeito por todos os povos na sua especificidade, a não ingerência e pilhagem dos seus recursos e sobretudo, terminar com as Novas Cruzadas.
Esperemos que a nossa Constituição não o permita, e acho que não, porque se formos a confiar nos políticos…
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7/14/2005 02:11:00 da tarde
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quarta-feira, julho 13
MENSAGEM - Fernando Pessoa

MAR PORTUGUÊS XII
PRECE
Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.
Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.
Dá sopro, a aragem – ou desgraça ou ânsia –,
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistemos a Distância –
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
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7/13/2005 01:42:00 da tarde
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terça-feira, julho 12
LÓGICA INFANTIL
AMOR
"O amor é a melhor coisa que existe no mundo. Mas o futebol ainda é melhor!" Guilherme - 8 anos
"Sou a favor do amor, desde que ele não aconteça quando estão a dar desenhos animados." Ana - 6 anos
"O amor encontramos mesmo quando nós tentamos nos esconder dele. Eu fujo dele desde os 5 anos mas as raparigas conseguem sempre encontrar-me." Nuno -8 anos
"O amor é a loucura. Mas quero experimentar um dia." Fabio - 9 anos
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7/12/2005 01:59:00 da tarde
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MEMÓRIA
12/07/04 - DITOS DO CHIFRUDO RECOLHIDOS POR GIL VICENTE"
E que dizia o chifrudo, ao entrar de penetra na Feira convocada por Mercúrio? Que alegava o demo para poder assentar arraiais naquilo que não lhe pertencia?
Dizia que "eu bem me posso gabar, e cada vez que quiser, que na feira onde eu entrar sempre tenho que vender, e acho quem me comprar. E mais, vendo muito bem, porque sei bem o que entendo; e de tudo quanto vendo não pago siza a ninguém por tratos que ande fazendo. Quero-me fazer à vela nesta santa feira nova. Verei os que vêm a ela, e mais verei quem m' estorva de ser eu o maior dela".
E questionado sobre porque não vende ele a Verdade, valor tão mais caro e útil ao Povo, remata o Diabo a questão, assim respondendo: "a verdade pera quê? Cousa que não aproveita, e aborrece, pera que é?"
Mentiras, enganos, homens que se vendem, homens que se compram, homens mexeriqueiros, homens mentirosos, homens lisonjeiros, assim eram os homens do Portugal quinhentista, "os homens de merda" que em vez de servir a Pátria se serviam a si próprios em primeiro lugar.
Deles se queixava em 1546 o Vice-Rei da Índia, Dom João de Castro em carta ao seu filho, enquanto esperava em vão pelas caravelas que de Portugal tinham sido enviadas para o aliviar do Cerco que sofria em Diu: "e estou para me enforcar dessas caravelas lá não serem, e merda para elas e para os que vão dentro, e para Gomes Vidal, porque são homens de merda que não sabem navegar senão para tomarem portos e comerem pão fresco e rabãos e saladas, e andarem às putas; e dizei-o assim ao capitão e a Vasco da Cunha e a Fr. Paulo, porque já não hei-de falar senão desta maneira; e merda para mestre Diogo e para quantos apóstolos vêm de Portugal, porque eu sirvo muito bem El-Rei nosso senhor, e eles são grandes hipócritas, que querem haver bispados para darem renda a seus filhos e terem mancebas gordas."
Era essa a grande maioria da nossa "gesta heróica" dos Descobrimentos, é essa também quase toda a nossa classe dirigente, no dealbar do século XXI.
Diz o povo que prefere mil vezes um Diabo que não conhece a um Anjo que conhece de ginjeira.
E eu digo que, se, à sua maneira, o Diabo de Gil Vicente era um mercador honesto - "vender-vos-ei nesta feira mentiras vinta três mil, todas de nova maneira, cada üa tão subtil, que não vivais em canseira: mentiras pera senhores, mentiras pera senhoras, mentiras pera os amores. Vender-vos-ei como amigo muitos enganos infindos, que aqui trago comigo"
Já Santana Lopes consegue dizer as coisas que diz sem se rir, parecendo completa e totalmente genuíno.E isso, se não fosse tão perigoso, seria deveras caricato. Como as peças de Gil Vicente, que, mais do que comédias, são verdadeiras tragédias portuguesas."
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7/12/2005 01:49:00 da tarde
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segunda-feira, julho 11
O SEMPRE EM PÉ

O ainda presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, recordou, na quarta-feira, que, apesar de estar de saída da autarquia, ainda é «deputado eleito», pelo que ainda não sabe se irá ou não fazer uma pausa na actividade política.
Santana Lopes assume que ainda não decidiu o seu futuro, embora afirme que «quem é político nunca sai da política e, como as coisas vão correndo, o reinício, às vezes, pode acontecer muito mais depressa do que se pensa».
Quem se sentia aliviado com a aparente “morte” política do demagogo e populista Menino Guerreiro, pode tirar o “cavalinho da chuva”…
Ele vai andar por aí.
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7/11/2005 01:57:00 da tarde
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domingo, julho 10
MEMÓRIA
10/07/04 - SAÍU ENVERGONHADO
Ferro Rodrigues, é a antítese do político. Um homem sério, com obra feita, ministro durante seis anos, foi considerado bastantes vezes o melhor do governo.
Instituiu o Rendimento Mínimo Garantido e fez o Saneamento Financeiro da Segurança Social.
Foi certamente um dos melhores governantes que este país já teve.
Não esteve disposto a pactuar com a ignomínia de ter o país governado por uma dupla que nos envergonha.
Estou com ele.
(passou um ano e todos estão convencidos que Ferro tinha razão, tão grande foi a palhaçada que este país teve que suportar)
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7/10/2005 02:01:00 da tarde
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A VERDADEIRA IDENTIDADE DE JEITOSINHA (autor desc.)
Capítulo XXVI - Lágrimas no hospital
Jeitosinha entregou ao pai uma caneta e um pedaço de papel.
- Assine esta folha em branco...
- M-mas... Filha... Você sabe que eu não tenho nenhuma posse...
- Apenas assine!
Meio vacilante, Ambrósio escreveu seu nome no papel.
- Pronto. Estou livre agora?
- Sim... - disse a moça, sorrindo sarcasticamente - Tenha bons sonhos...
Jeitosinha foi para seu quarto e esperou pacientemente que todos voltassem para casa. A mãe, que sempre se envolvia nas actividades da Igreja, voltou de uma novena. Os irmãos foram chegando, um a um, se amontoando em volta da TV, como sempre faziam.
Normalmente Arlindo, mais arredio, preferia ficar lendo em algum canto da casa, até que todos se recolhessem. Era a hora em que finalmente tinha a sala só para ele, e ficava zapeando os canais de TV. No silêncio da madrugada, Jeitosinha aproximou-se de Arlindo, vestida como uma Diva do cinema. O longo vestido negro, que exibia seus ombros e expunha parte dos seios... a abertura lateral, por onde podia-se ver furtivamente a longa extensão de sua perna esquerda... O par de luvas cobrindo os braços até além do cotovelo... Tudo remetia a inesquecível Gilda.
Arlindo surpreendeu-se com a maturidade da beleza da irmã, que trazia num copo uma dose de uísque on the rocks.
- Sabe, irmão, às vezes a felicidade chega até nós por caminhos estranhos...
- O que você quer dizer? - espantou-se.
- Quero dizer que encontrei meu verdadeiro eu no bordel de Madame Mary. E devo isso a você.
Jeitosinha sorveu um gole generoso de uísque e ofereceu o copo ao irmão.
- Beba comigo. Vamos selar com esta dose de uísque a paz entre nós.
Arlindo pegou o copo com desconfiança. Mas a irmã acabara de provar da bebida, descartando a possibilidade de que ela estivesse envenenada.
Nervoso, ele bebeu todo o líquido do copo, devolvendo-o à loira. Jeitosinha pegou uma pedra de gelo e passou provocativamente no pescoço e nos seios. Depois, debruçou-se sobre Arlindo, alisou sua coxa direita e, tocando os lábios em seu ouvido esquerdo murmurou:
- Amanhã, irmão querido, todos nós começaremos uma vida nova...
A loira disse esta frase enigmática e se retirou. O cruel Arlindo chegou a pensar que sua irmã estava tão desequilibrada quanto o pai. Mas logo voltou a entreter-se com um filme barato de TV, antes de mergulhar em um sono profundo.
No hospital público, Adenaíra abria os olhos:
- B-bruno... Pensei que tinha sido um sonho.
- Estou aqui. Estou te esperando... - A frase brotou sem nenhuma convicção.
- M-me esperando? - Perguntou a nova irmã de Jeitosinha.
- Sim. Você precisa lutar. Precisa superar esta doença. Vou estar ao seu lado.
- Oh, Bruno! Você vai me dar uma chance?
- O tempo dirá. Por enquanto, prometo-lhe apenas minha atenção e minha amizade.
- Você não sabe como este simples fio de esperança me deixa feliz! - Disse a moça, já com uma certa luz no rosto pálido pela febre.
Na manhã seguinte, Arlindo acordou no mesmo sofá onde bebera com Jeitosinha. Mas estava cercado por policiais e algemado. No comando da operação, a detective Vanessa dirigiu-se a ele, mostrando no semblante a realização pelo dever cumprido.
- Você está preso.
- M-mas... Eu não fiz nada! - Espantou-se o rapaz - Qual a acusação?
- Assassinato!
- Não! - O grito de Arlindo ecoou pela sala. . .
Quem morreu? Você tem até domingo para juntar as peças e entender o plano de Jeitosinha! Não perca o próximo capítulo.
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7/10/2005 01:47:00 da tarde
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sábado, julho 9
PEDIDO DE DESCULPAS
O “Crónica do Planalto”, lembrando a tradição emigrante dos portugueses, vem humildemente pedir desculpas à República Popular da China e à União Indiana, pelas “alarvidades” vomitadas pelo Presidente do Governo Regional da Madeira.
Como se pode ver pela fotografia, de semelhante criatura tudo se pode esperar.
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7/09/2005 02:04:00 da tarde
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CORRUPÇÃO?
O presidente da Câmara do Marco de Canavezes, Avelino Ferreira Torres, foi interrogado nas instalações da Polícia Judiciária (PJ) do Porto, num inquérito sobre alegado enriquecimento ilícito.
Segundo fonte policial, o autarca, que é agora candidato independente à Câmara Municipal de Amarante, foi questionado, entre as 9h00 e as 14h00 de terça-feira por inspectores da Brigada de Crimes Económicos da PJ.
Os elementos da Brigada de Crimes Económicos questionaram Avelino Ferreira Torres sobre o alegado aparecimento de várias centenas de milhares de contos em contas bancárias de dois dos seus colaboradores directos no município, provenientes de cheques ou entregas de empreiteiros, cuja origem está ainda por esclarecer.
É urgente legislar no sentido de afastar esta gentalha. A Democracia, tem que arranjar mecanismos que a tornem imune a estes populistas.
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7/09/2005 02:00:00 da tarde
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sexta-feira, julho 8
quinta-feira, julho 7
VOLTA O TERROR
Desta vez, foi em Londres.
Pelo menos 7 atentados em transportes públicos, provocaram centenas de feridos e um número ainda indeterminado de mortos.
Que pena, serem sempre os mesmos a pagar as consequências dos erros dos políticos.
Que pena, não terem rebentado com os cornos do Tony Blair.
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7/07/2005 01:59:00 da tarde
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AGORA TEMOS QUE PAGAR
E é bem feito. Os sinais estavam lá. As novelas. As intermináveis e desconchavadas novelas em que todas as crianças frequentam colégios da Linha e são louras e precocemente parolas. As Lux e as Flash. O telejornal da TVI. O “futebolês” e a sua miríade de constelações e estrelas, as maiores, as menores e as anãs, os dirigentes, os agentes, os jogadores, as transferências e os treinadores de bancada e de café.O 24 Horas e as suas manchetes sanguíneas e colunas rosa-choque. Os três diários desportivos. Os Big Brother's e as chusmas de indigentes que revelaram, geraram e adularam.
Os caciques locais. Felgueiras. Marco de Canaveses, Gondomar. A justiça, apoucada e achincalhada. A Alexandra Solnado e as conversas de Jesus com a cabritinha. As abstenções galopantes. A política, trauliteira e lapuz. Os impropérios lançados a esmo, pelos carroceiros e pelas azêmolas que habitam o Parlamento e as autarquias deste país de Norte a Sul.
Os deputados que o são porque dominam as concelhias. O triunfo da demagogia, a vitória fácil do populismo.A farsa da Madeira, esse espectáculo pornográfico instalado há anos na Casa Vigia, onde perora um idiota, racista, xenófobo e fascista, adulado por uma corja de dependentes e por um dos dois maiores partidos portugueses.A lenta agonia da Cultura. A asfixia da Ciência. A sangria, continuada, mortal, dos nossos melhores homens e mulheres, em demanda de melhores países, de outras instituições que os animem, que os reconheçam.
A invasão obscena do betão em tudo o que é Parque Natural, Zona Protegida, Rede Natura, arriba fóssil, rio selvagem, orla costeira.As oportunidades perdidas. O Alqueva. Os fundos de Coesão. O Fundo Social Europeu. Os subsídios à agricultura dados de mão beijada a pessoas que não sabem distinguir um cão de uma ovelha. Os jipes. Os condomínios privados. Os montes no Alentejo. As férias no Brasil e as festas no Algarve.
Os milhares que provam, provado, o adágio que diz que quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem.E a cereja no bolo. Um governo chefiado por um idiota incompetente, e realmente comandado pela extrema-direita. O princípio do fim do Serviço Nacional de Saúde, do Ensino Público, e de todas as conquistas do povo português.
Só podíamos vir aqui parar…
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7/07/2005 01:57:00 da tarde
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quarta-feira, julho 6
MENSAGEM - Fernando Pessoa
MAR PORTUGUÊS XI
A ÚLTIMA NAU
Levando a bordo El-Rei DE. Sebastião,
E erguendo, como um nome, alto o pendão
Do Império,
Foi-se a última nau, ao sol aziago
Erma, e entre choros de ânsia e de pressago
Mistério.
Não voltou mais. A que ilha indescoberta
Aportou? Voltará da sorte incerta
Que teve?
Deus guarda o corpo e a forma do futuro,
Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro
E breve.
Ah, quanto mais ao povo a alma falta,
Mais a minha alma atlântica se exalta
E entorna,
E em mim, num mar que não tem tempo ou 'spaço,
Vejo entre a cerração teu vulto baço
Que torna.
Não sei a hora, mas sei que há a hora,
Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora
Mistério.
Surges ao sol em mim, e a névoa finda:
A mesma, e trazes o pendão ainda
Do Império.
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7/06/2005 03:13:00 da tarde
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MEMÓRIA
06/07/04 - UMA GRAVATA HORROROSA
Nada do que os nossos rapazes fizeram em campo, teve mérito. Qual categoria de Scolari, qual empenho e carinho de milhões de portugueses, nada disso teve valimento.
Ficámos agora a saber que este feito histórico, se ficou a dever única e exclusivamente ao facto de o Dr.…como se chama ele? Zé Manuel ou José Barroso, bem, aquele que fugiu e mudou de nome.
Diz o, dito cujo, que usou a mesma gravata, (por sinal medonha), em todos o jogos, menos no primeiro Portugal - Grécia, que perdemos. O que segundo o Sr., terá dado tanta sorte nos jogos, que agora ameaça oferecer «aquilo» ao seleccionador.
Estes tipos são pirosos até dizer basta.
A sorte deste país, é que o Euro só depende da gravata dele. Olha se dependesse da Casaca ou do Nome, com o que ele tem mudado…estávamos tramados.
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7/06/2005 03:07:00 da tarde
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terça-feira, julho 5
BIRRA DE PUTOS
Dois putos, um moçambicano e um português, brincam no recreio e o miúdo
português diz:
- Nhah, nhah, nhah, eu como chocolate e tu comes mandioca!!
O Moçambicano, todo chateado, chega a casa e faz queixa à mãe:
- Ó mãe, hoje o portuga disse-me que comia chocolate e eu comia mandioca.
- Não faz mal meu filho, diz-lhe que tens um governo da Frelimo e ele não tem.
No dia seguinte:
- Nhah, nhah, nhah, eu como chocolate e tu comes mandioca
- E eu tenho um governo da Frelimo e tu não tens - diz o Moçambicano.
O português, todo chateado chega a casa e faz queixa à mãe:
- Mama, o moçambicano disse-me que tinha um governo da Frelimo.
- Não faz mal meu filho, diz-lhe que também vais ter um - respondeu a mãe.
No dia seguinte voltam ao mesmo:
- Nhah, nhah, nhah, eu como chocolate e tu comes mandioca.
- Nhah, nhah, nhah, eu tenho um governo da Frelimo.
- É, eu também vou ter um!! - responde o português.
E o moçambicano diz:
- Ai é ??!... então vais-te lixar que também vais comer mandioca!...
(Farhana Souleman)
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7/05/2005 01:18:00 da tarde
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segunda-feira, julho 4
FRASES CÉLEBRES
“Em Portugal é que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias”
(Tinga, ex-jogador do Sporting)
“Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe”
(Jardel, ex-jogador do Sporting)
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7/04/2005 02:26:00 da tarde
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MEMÓRIA

04/07/05 - A NOSSA VEZ DE COBRAR
Eu não devo nada a Jorge Sampaio, além do respeito devido ao Presidente da República. Também não tenho o direito de lhe cobrar os dois votos que lhe dei, porque ainda acho que foram merecidos, e quem recebe o que merece, não fica devedor de ninguém.
Agora, não tenho dúvidas em lembrar ao presidente, a maioria de onde emana a sua legitimidade para decidir sobre o nosso futuro.
Que a maioria que o elegeu por duas vezes, e ainda recentemente foi capaz de se pronunciar nas urnas, não tem dúvidas e sabe o que quer para o país.
Lembrá-lo, que o poder, assenta sempre na vontade popular, e é preciso ouvi-la, e saber respeitá-la sempre.
Não se podem estabelecer compromissos com quem não faz ideia do que é cumprir promessas. Quem abandona o barco, não pode continuar a traçar a rota.
E Portugal não aceita Delfins…
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7/04/2005 02:17:00 da tarde
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domingo, julho 3
MEMÓRIA
03/07/05 - O ESTADO DA NAÇÃO
Vi com muita atenção o debate de terça-feira na RTP 1, e fiquei preocupado. Manuel Dias Loureiro, habitualmente tão esclarecido e cordato, embirrou em não querer entender a diferença entre legal e legítimo.
Seria legal o presidente aceitar o Lopes como primeiro-ministro, já não será legítimo, um partido de gente séria, como acho que é o PSD, nomeá-lo.
Assim como será legal, mas também legítimo o presidente “ler” o que o povo quis dizer há bem pouco tempo, e agir em conformidade.
Quanto ao argumento ridículo, de que o governo só deve ser julgado ao fim de quatro anos, não colhe, este governo vai findar no momento em que Durão se demitir, e para o bem ou para o mal deve ser julgado agora e não em 2006. Porque nessa altura a sua obra já estará certamente desvirtuada.
É a oportunidade para o Lopes se apresentar ao povo, e ganhar se o povo assim quiser, e já não poderemos dizer que Portugal tem um Governo Marsupial, com dois cangurus na bolsa à boleia.
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7/03/2005 01:39:00 da tarde
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A VERDADEIRA IDENTIDADE DE JEITOSINHA (autor desc.)
Capítulo XXV - A conversa com os pais
- Adenaíra contraiu uma gravíssima infecção hospitalar, filho...
Bruno ficou chocado com a notícia. O Adenair que conhecera era tão alegre, tão saltitante... "Assim, adormecido e com esta touca, é incrível a semelhança com Jeitosinha", pensou.
Adenaíra abriu os olhos e viu Bruno, ao seu lado, com as bandagens envolvendo a cabeça.
- O que houve, meu amor? - balbuciou.
- Nada, não se preocupe. Caí da escada - mentiu o rapaz, numa tentativa de minimizar o sofrimento daquela recém mulher.
- E-eu... f-fiz isso por você, Bruno. Fiz por amor... Os olhos de Adenaíra voltaram a se fechar.
- Doutor... Quais as chances? - perguntou o angustiado rapaz.
- Depende muito. Ela pode simplesmente se entregar à doença, e as chances serão mínimas. Mas se ela se apegar a algo que a faça querer viver, e se o antibiótico em stock não for de Maizena, talvez ela tenha alguma chance.
- É uma pena... Gostaria de poder ajudar.
- Você pode! - disse o médico - Ela o ama! Dê-lhe esperanças!
Bruno continuava perdidamente apaixonado por Jeitosinha. E o que é pior: por Jeitosinha completa, versão de fábrica. "Se Adenair soubesse que seu sacrifício ao realizar a cirurgia apenas aumentou o abismo entre nós...", reflectiu. Mas por outro lado, tentar salvar uma vida era motivação suficiente para fazê-lo recuperar o amor pela sua própria existência, depois da grande desilusão de encontrar a amada trabalhando num bordel. Via como algo mais que uma simples coincidência o facto de que estavam juntos num mesmo ambulatório.
- Tudo bem, doutor. Eu vou ajudar! - concluiu, conformado com aquele jogo do destino.
Em sua casa, sozinho no quarto, Ambrósio tentava reorganizar suas idéias. Será que foi mesmo vítima de Jeitosinha? E os homens verdes? Novas imagens se formaram em sua mente depois do choque diante da detective Vanessa. Lembrava-se, remotamente, de uma linda menina loira, que ele amava muito. Sim, talvez fosse Jeitosinha. Ele começava a se lembrar dela. Para preservar sua sanidade, Ambrósio estava disposto a não associar a filha àquela cena dantesca, e simplesmente esquecer o ocorrido.
Mas Jeitosinha não. "Aproveitando-se do facto de que estavam a sós na casa, a moça entrou no quarto dos pais para conversar com o seu deformado genitor...
- Papai...
- J-jeitosinha? - Ambrósio ainda tinha uma ponta de medo na voz
- D-desculpe-me pelas acusações na sala. Minha cabeça não anda boa.
- Engana-se, velho sórdido. Sua cabeça anda melhor do que você pensa.
Ambrósio foi tomado pelo pânico! Aquele sorriso sarcástico e cruel! Sim, não fora uma fantasia! Jeitosinha o havia mutilado com a moto-serra!
- Não! - Gritou o homem - Me deixe em paz! Socorro!
- Grite... Ninguém lhe ouvirá.
- Não me mate! - implorou, de joelhos, abraçando os pés da loira.
- Eu não seria tão imbecil. Não agora, com aquela detective intrometida por perto. Mas eu lhe aviso: se repetir aquelas acusações para quem quer que seja, não pensarei duas vezes antes de consumar o serviço que pensei ter finalizado...
- Sim, sim... - disse Ambrósio, patético, entre lágrimas - Serei um túmulo! Mas... Por favor, me ajude... Ainda não sei se estou bem... Me lembro de algumas imagens completamente surreais... Homens verdes e... e.. Jeitosinha sorriu maliciosamente, abriu o zíper expôs seu enorme mistério.
- Sim, Ambrósio. Pelo menos isto é real. Mas que história é essa de homens verdes? Que idiota colocaria estúpidos homens verdes em nossas vidas, tão quotidianas?
O homem sacudiu a cabeça, confuso. Jeitosinha acariciou sua cabeça, fazendo homem se encolher ainda mais. - Vou deixar-lhe em paz por enquanto. Mas tenho um pedido, papai: você me ajudará no meu próximo plano de vingança... .
Lágrimas no hospital! Sexo e violência! Não perca próximo capítulo. Só faltam 4 para o desfecho de tão emocionante quanto épica saga!
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A.Mello-Alter
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7/03/2005 01:24:00 da tarde
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sábado, julho 2
Segundo a Revista Visão:
“O ex-presidente da Câmara de Oeiras foi constituído arguido no âmbito de um processo que envolve contas bancárias do ex-autarca (ou do sobrinho?), na Suiça. O facto não impede, infelizmente, que o famigerado Isaltino Morais continue a sua pré-campanha à Câmara de Oeiras”
Fonte próxima do antigo ministro do Ambiente, diz que o ex-autarca foi informado da decisão do Ministério Público «há cerca de três semanas», o que permitirá a Isaltino Morais saber quais os crimes de que é suspeito.
A democracia devia precaver-se contra estes casos e impedir que pessoas com processos pendentes na Justiça, pudessem ser elegíveis.
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A.Mello-Alter
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7/02/2005 07:52:00 da tarde
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sexta-feira, julho 1
MEMÓRIA
01/07/04 - NÃO NOS PODEMOS CALAR
Eles vêem de mansinho, vão tomando conta de tudo, vão-se infiltrando e, quando menos esperarmos, temos os quartos e casas de banho de São Bento esparramados nas páginas das revistas d’El Coracón.
Um destes dias, acordamos e temos a residência oficial do primeiro-ministro, infestada de “galinhas” do Jet 7.
"Na primeira noite
Eles aproximam-se
E colhem uma Flor
Do nosso jardim
E não dizemos nada.
Na segunda noite,
Já não se escondem:
Pisam as flores
Matam o nosso cão,
E não dizemos nada.
Até que um dia
O mais frágil deles
Entra sozinho em nossa casa,
Rouba-nos a lua e,
Conhecendo nosso medo,
Arranca-nos a voz da garganta
E porque não dissemos nada,
Já não podemos dizer nada."
(Eduardo Alves da Costa)
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A.Mello-Alter
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7/01/2005 07:10:00 da tarde
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